domingo, setembro 24, 2017

Apresentada a monografia "Instituições de Sintra - Abordagem sobre Instituições Extintas"

 Sábado, no auditório dos Bombeiros Voluntários de Sintra, foi dia de lançamento  de "Instituições de Sintra-  Abordagem sobre Instituições Extintas", uma monografia da autoria de Dr. F. Hermínio Santos. Um trabalho elaborado com base na comunicação apresentada no III Encontro de História de Sintra, realizado, de 3 a 5 de Maio de 2007, pela Alagamares.
Dr.F. Hermínio Santos na apresentação da sua obra
"Instituições de Sintra - Abordagem Sobre Instituições Extintas", constitui um trabalho singular, não só pela abrangência temática, mas sobretudo porque, pela primeira vez se constitui um corpus uasorum das muitas e variegadas instituições que, ao longo do tempo, ditaram os ritmos vivenciais sintrense, muitas delas perdidas já da memória colectiva."
Maria Teresa Caetano -No prólogo da monografia

sexta-feira, setembro 22, 2017

As maçãs reinetas de Fontanelas em chão de areia

Simultâneamente com as vindimas em Fontanelas, é necessário a colher as  famosas maçãs reinetas, plantadas, como as vinhas de ramisco e malvasia em chão de areia - onde as fortes brisas marítimas se fazem sentir.
O sr. Fonseca a preparar as maçãs para as levar para as câmaras frigoríficas do Grémio, em Colares
Fotos em 15/09/2017
Post relacionado:
Feira da maçã reineta em Fontanelas.
http://riodasmacas.blogspot.pt/2015/10/festival-da-maca-reineta-em-fontanelas.html

quinta-feira, setembro 21, 2017

Contributos para o Diário da Garça da Várzea de Colares II

Segundo parece, depois de um longo intervalo, a Garça-real da Várzea de Colares regressou a casa. Fotos de hoje mesmo.
A Garça desperta a atenção dos mais pequenos. O que os permite estar mais atentos para as questões da natureza.
Fotos em 21/09/2017

quarta-feira, setembro 20, 2017

Vindimas em Colares

Foto em 19/09/2017 em Fontanelas
A Região Demarcada de Colares é a segunda mais antiga do País, tendo sido fundada pelo Rei D. Manuel II através de Carta de Lei de 18 de Setembro de 1908. Encontra-se localizada no Concelho de Sintra, nas Freguesias de São Martinho, São João das Lampas e Colares.


Foto em 19/09/2017 em Fontanelas
Em 15 de Agosto de 1931 foi criada a Adega Regional de Colares, organismo  que teve, e tem, grande influência sobre a viticultura e vinicultura da região. Actualmente a produção do Vinho de Colares da Adega Regional de Colares, está dependente de um pequeno número de produtores da região, o que provoca alguns problemas à sua sustentabilidade.

Foto em 19/09/2017 em Fontanelas
O Vinho de Colares, tão mencionado por Eça de Queirós, e premiado no princípio do século em vários certames internacionais, está actualmente  numa situação difícil  devido à  escassez da sua  produção.
Foto em 19/09/2017 em Fontanelas
Os requisitos para que o vinho de Colares seja DOC (Denominação de Origem Controlada) são de grande exigência, tanto no plano da vinha, como também no controlo da sua produção, o que coloca alguns pequenos produtores fora da zona da Adega Regional. A denominação de DOC Colares é feita pela comissão Vitivinícola Regional de Bucelas, Carcavelos e Colares.
 As vinhas de Ramisco, cultivadas em solos de areia, com raízes a quatro metros de profundidade, ficam assim protegidas da filoxera, uma doença provocada por um insecto, que no séc.XIX destruiu milhares de vinhas por toda a Europa.
Foto em 19/09/2017 em Fontanelas
Na região surgiram outras soluções que fogem ao tradicional cultivo da vinha. É o caso da Fundação Oriente (2004), que detém actualmente a maior vinha de Colares  que utiliza métodos de cultivo da vinha  que  não respeita as práticas  tradicionais, como a rega automática e elevação das cepas acima do que é previsto ou   a replantação de “enxertos prontos”. Além disso,  a não utilização das paliçadas de canas secas, que além da descaracterização paisagistica natural da vinha poderão produzir alterações nas caraterísticas do produto final, e que segundo os viticultores tradicionais dificilmente se poderá chamar de Colares.

Dentro do ambiente do vinho de Colares além dos produtores que mencionámos existem dois armazenistas que engarrafam o vinho adquirido aos produtores da região e comercializam-no tanto no mercado nacional como no estrangeiro. É o caso de  António Paulo da Silva, da Adega  das Azenha do Mar, que comercializa o vinho de Colares com o rótulo Colares Chitas e também  o casal da Azenha de chão rijo e um vinho mais corrente, o Beira-Mar.
Foto em 19/09/2017 em Fontanelas
Post relacionado:
No tempo das vindimas do Ramisco em Colares

terça-feira, setembro 19, 2017

Garça da Várzea de Colares - o regresso ao habitat

Temos tido ao longo dos últimos meses, notícias de  algumas passagens  pela Várzea de Colares, da Garça-real, que seguimos há pelo menos dois anos. Avistada em Agosto último, com registo fotográfico do amigo Nuno Moreira - voltámos hoje a encontrá-la, num dos seus locais de eleição, o que permitiu fazer as fotos que publicamos.

Fotos  de hoje mesmo na Várzea de Colares
Esperamos voltar a registar de novo fotos dos seus voo por Colares

segunda-feira, setembro 18, 2017

No tempo das vindimas do Ramisco em Colares

Fotos em Fontanelas 13/09/2017

"Pensa-se que a introdução da casta “Ramisco” na região se deve ao rei D. Afonso III (séc. XIII), que a teria trazido de França. O grande enólogo Ferreira Lapa afirma que “o Colares é o vinho mais francês que possuímos”. O rei D. Dinis (séc. XIII-XIV) aplicou aos mouros, donos das terras de Colares, um tributo no qual se inclui uma quarta parte da produção de vinho da região. A primeira exportação de vinho de Colares, documentada, efectuou-se no reinado de D. Fernando I (séc. XIV). D. João I (séc. XIV-XV) ofereceu esta região a D. Nuno Alvares Pereira como recompensa pela vitória de Aljubarrota.(...)"

Na Revista de Vinhos, nº 154, Setembro de 2002.
Vinha da casta ramisco em Fontanelas, 13/09/2017

"De longínqua tradição, encimando a famosa lista da viticultura nacional, o vinho de Colares contém particularidades únicas, que o tornaram ao longo dos anos num dos mais apreciados vinhos do mundo. A sua famosa casta Ramisco, cuja vinha é abacelada em terrenos arenosos do litoral e sujeita ao micro-clima existente na região sintrense, produz um vinho de bouquet magnífico, cheio de delicadeza, sabor e perfume agradáveis, e com pequena percentagem de álcool.(...)"
*João Rodil em "Sintra na Obra de Eça Queirós"


Continua a decorrer as vindimas em Colares, com uma boa produção este ano.