quinta-feira, agosto 31, 2006

A CONDESSA D'EDLA


Elise Hensler de origem suíço –alemã , nasceu a 22 de Maio de 1836 em La Chaud-de-Fonds. Estudara em Paris e já tinha actuado no Scala de Milão quando chegou a Portugal integrada na Companhia de Ópera de Laneuville para actuar inicialmente no Teatro S.João no Porto, a seguir actuou no S.Carlos em Lisboa, (1860 ) com 24 anos. Encontrando-se na plateia D.Fernando II (Príncipe de Saxe-Coburg-Gotha perdeu-se de amores pela bela cantante.D.Fernando II “rei-artista”, viúvo de D.Maria II, Rei-regente, uma vez que D.Pedro ainda era menor. Casa com Elise d’Edla em 1869 concedendo-lhe o título de Condessa d’Edla, (Região da Alemanha) casamento que dividiu a nobreza. Preconceitos derivados da origem da nova Condessa e também por ser cantora de ópera.

O Casal refugia-se em Sintra onde D.Fernando II tinha comprado em hasta pública o Mosteiro da Nossa Senhora da Pena, abandonado e em ruínas,e outros monumentos para recuperar.Em 1841 D.Fernando decidiu construir um castelo de sonho romântico, ao estilo de Luis II da Baviera.

Desta decisão nasceu Palácio da Pena, e a reconstrução do Castelo dos Mouros . Também desenhou uma envolvente botânica, reflorestando e plantando muitas árvores exóticas trazidas expressamente das colónias, e importando espécies da América e da Europa.Criando um bosque (Parque da Pena)com caminhos e locais para descanso dos visitantes, com fontes e lagos.D.Fernando II era uma apaixonado pela botânica, e a ele e também á cumplicidade da Condessa se deve o actual património florestal da serra de Sintra.

O CHALET DA CONDESSA



Com o objectivo de terem um a residência separada do Palácio da Pena onde FernandoII vivia , mandaram edificar a casa do Regalo e mais tarde Chalet da Condessa, edifício hoje parcialmente destruido por um incêndio em 1999.Com a morte de D.Fernando II, em 1885 rebentou novo escândalo, pois por testamento D.Fernando II , tinha legado todo os seus bens incluindo todos os monumentos de Sintra a sua mulher (Castelo dos Mouros e Palácio da Pena).D.Carlos I, filho de D.Luis recupera em 1889 para o Estado Português os dois monumentos , pagando uma indemnização à Condessa.

A Condessa abandona Sintra e foi viver com uma sobrinha Alice, que mais tarde se veio a verificar ser sua filha .(mistério nunca desvendado).*

Elise Hensler, sendo uma pessoa com bastante cultura, e interessada pelas artes e pela botânica colaborou com o marido em todos este projectos que ainda hoje , temos o prazer de usufruir, (Parque da Pena),dedicou-se com D.Fernando ao mecenato apadrinhando inumeros artistas entre eles Columbano e Viana da Mota.

Elise Hensler faleceu com 92 anos no dia 21 de Maio de 1929 em Lisboa.

Em Agosto de 2006, o Chalet espera ainda reconstrução, mesmo com estranhas manobras de recolha de receitas através da utilização da Tapada do Mouco pela TVI, para o “reality Show” 1ª Companhia, que não correu bem especialmente para a serra de Sintra. Elise Hensler mereceria de Sintra um melhor tratamento, e que não fosse à custa de abate de árvores que o seu Chalet alguma vez seja reconstruído.


Link relacionado:

A Tapada do Mouco, a factura e o PNSC



Notas* Génea Portugal , regista como filha do 2ºcasamento Alice Hensler

quarta-feira, agosto 30, 2006

SINTRA NO BOM CAMINHO


O concelho de Sintra vai receber 30 moinhos eólicos que vão produzir energia para ser introduzida na Rede Eléctrica Nacional. Fonte da Câmara de Sintra disse à Lusa que os aerogeradores estão em diferentes fases de licenciamento. Os moinhos vão permitir a produção de 60 MegaWatts (MW) de energia eléctrica por ano e vão reduzir em 105 mil toneladas o CO2 da atmosfera(in Alvor de Sintra de 30/08/2006)

Links relacionados
Força Aérea não quer parque eólico em Sintra

terça-feira, agosto 29, 2006

Caves Visconde de Salreu

( Foto:Pedro Macieira)

Nas últimas décadas do século XIX Colares conheceu um grande desenvolvimento, baseado principalmente na produção do Vinho de Colares.
Em 1908 o vinho ramisco sofre efeitos de uma grave crise, e nesse mesmo ano a Carta de lei de 18 de Setembro reconhece o ramisco como vinho regional e mais tarde o decreto de 25 Maio de 1910 regulava a sua comercialização.É nessa época em 1921 que o Viconde de Salreu mandou construir em Colares ,com projecto do arquitecto Norte Júnior umas grandes caves, hoje ainda com uma óptima conservação.


(Foto:Pedro Macieira)

Maria Teresa Caetano , em “Colares”, descreve desta forma as enormes caves “O edifício de nítida inspiração vernacular alonga-se em dois blocos paralelos e contíguos que galgam a encosta, permanecendo a fachada junto à entrada principal, ornada por duas pipas envoltas numa cercadura azulejar da Fábrica Constança, a azul e branco, na qual se pantenteiam putti colhendo uvas.”

Este edifício majestoso com uma fachada de grande beleza, poderá hoje não ter a importância que a sua história transporta , mas é sem dúvida uma imagem que os visitantes de Colares não deixarão de levar consigo, e uma marco histórico da produção do vinho de Colares.




Obra consultada: "Colares" de Maria Teresa Caetano

segunda-feira, agosto 28, 2006

Os alunos do 1º ciclo vão ter prolongamento do horário escolar

Escola "Oficial" das Azenhas do Mar (Foto:Pedro Macieira)

Os 12 mil alunos do 1º ciclo das escolas de Sintra já no próximo ano lectivo , terão acesso ao prolongamento do horário escolar, deixando de ter aulas apenas de manhã e à tarde. O novo tempo escolar será preenchido com o ensino de inglês, música, expressões artísticas, tecnologia ou desporto.

Segundo o jornal “Alvor de Sintra” de sábado 26 de Agosto “a autarquia sintrense, que se assume como “entidade promotora das actividades de enriquecimento curricular” já que irá coordenar a aplicação nas escolas das actividades extracurriculares, a “oferta destas actividades está prioritariamente dirigida aos alunos que frequentam o regime normal (9H00-15H30), tendo alguns agrupamentos alargado a oferta, também, aos alunos que frequentam o regime duplo da manhã e da tarde (8H30-13H00 e 13H30-18H00), condicionada às disponibilidades de espaço físico de cada escola”.

Esta alteração horária , poderá ser a forma de muitos pais resolverem o problema existente da ocupação de partes do dia dos filhos em idade escolar, neste caso no 1ºciclo, libertando-os de despesas com actividades de tempos livres, e deixando alguns avós mais livres durante o dia. Aguardemos que as escolas tenham capacidade de resposta para estas novas medidas.

domingo, agosto 27, 2006

Azenhas do Mar em 1969

Azenhas do Mar pelo excelente traço de José Alfredo Azevedo, que deixou uma importante obra sobre Sintra. Obra que nos permite hoje uma melhor compreensão e uma informação detalhada da história Sintrense.

Saber mais sobre José Alfredo Azevedo -pressionar aqui

Desenho publicado em : Obras de José Alfredo da Costa Azevedo II

sábado, agosto 26, 2006

AZENHAS DO MAR EM MARÉ BAIXA


(Foto:Pedro Macieira)

Depois do fecho do Café do Mar . No dia 25 de Julho , o Parque Natural Sintra Cascais por motivo de perigo de desmoronamento das arribas encerrava o MIRAZENHA, que ocupava também um local previlegiado, e um verdadeiro refúgio a quem queria fugir ao bulício dos fins-de –semana nas praias , e pretendia desfrutar de um local com uma paisagem maravilhosa sobre o Oceano, ler o jornal e tomar o seu café.


(Foto:Pedro Macieira)

Ontem voltei lá, encontrei aquele espaço fechado e com diversos apelos da dona ,Rosalina Arrais colados nas portas , pedindo apoio para continuar aquele projecto e inverter aquela situação .Como o comunicado traduzia o meu pensamento sobre aquele lugar que frequentava há muitos anos, mesmo nas anteriores gerências que aquele espaço teve, transcrevo algumas frases que me parecem retratar de algum modo o pensamento dos seus mais frequentes utilizadores.

“Acabaram-se as tardes serenas á beira-mar sobretudo os queques da Lena ou as tortas de laranja”

“Acabou-se a amena cavaqueira dos amigos habituais que com desculpa de um cafézinho se reuniam domingo após domingo durante todos estes anos.”

“Acabou-se assim os fins do dia a comer os famosos caracóis da Lena”

Acabou-se assim mais um espaço, que mesmo que seja instalado em outro lugar nunca será o Mirazenhas que temos na nossa memória.

Links relacionados:

Azenhas do Mar

Noticia sobre a decisão do PNSC

Blog Colares

sexta-feira, agosto 25, 2006

PARQUES DE ESTACIONAMENTO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO II

(Foto:Pedro Macieira)

O PCP de Sintra acusou ontem a Junta de Freguesia de Colares de explorar ilegalmente parques de estacionamento na Praia das Maçãs e na Praia Grande, que cobram uma tarifa única de dois euros.

-Segundo o jornal digital "Alvor de Sintra" de hoje :"Paula Borges, da Comissão Concelhia do PCP, disse à Lusa que, de acordo com a Lei que regula o funcionamento de parques de estacionamento, o pagamento não pode ser feito mediante uma tarifa única, mas pela cobrança de valores respectivos a fracções de tempo, sendo a mínima de quinze minutos.
Segundo o PCP, os parques de estacionamento, na avenida principal, frente à Praia das Maçãs, e na Rua da Praia Pequena, na Praia Grande, "não apresentam horários de funcionamento, licenças de exploração, identificação do proprietário, regulamento das condições de utilização ou livro de reclamações".
Os comunistas referem que "os terrenos onde os referidos parques se encontram são propriedade privada e terão sido cedidos à Junta de Freguesia de Colares, que neste momento os explora".
Para o PCP, "o facto de [os parques] se encontrarem em zonas sensíveis do ponto de vista ambiental exige um maior cuidado na sua instalação e cumprimento dos regulamentos e legislação em vigor".
(...)
"Os parques receberam parecer favorável do Parque Natural de Sintra-Cascais (PNSC), conforme revelou à Lusa o director daquela entidade, Carlos Albuquerque"

Para ler texto integral da noticia -pressionar aqui
Posts relacionados:pressionar -Parques de estacionamento do nosso descontentamento
-Diário de Noticias
-Blog Azenhas do Mar

quinta-feira, agosto 24, 2006

FORÇA AÉREA NÃO QUER PARQUE EÓLICO EM SINTRA


O Jornal “Público” de hoje, divulga que a Força Aérea, rejeitou a construção de um parque eólico previsto para a freguesia da Terrugem, por questões de segurança.Devido a esta oposição da FAP, ficaram por construir 12 geradores na Terrugem e “segundo Luis Fernandes da AMES,o município de Sintra ficou privado de 2,5 por cento das receitas resultantes da venda da energia para a rede eléctrica.”

Ainda segundo o “Público”,”Um outro parque eólico previsto para Almargem do Bispo, está em fase de final de licenciamento e aguarda aprovação final do departamento de urbanismo da Câmara”, o que vai produzir uma renda anual de 100 mil euros pelas receitas de energia eléctrica produzida por esses aerogeradores.

Embora pareça que a Terrugem é distante da base aérea, não tenho dados para contestar, o que diz a FAP: “qualquer construção que seja efectuada na área de um aeródromo está sujeita a um estudo a realizar pela Força Aérea”.Já a construção de parques eólicos é uma medida positiva, pois parece ser esse o caminho para nos tornar menos dependentes do mercado eléctrico. Criando condições alternativas de abastecimento energético, tendo Portugal as melhores condições para a implementação de parques de energias , eólicas ou solares.

quarta-feira, agosto 23, 2006

O «Casino» da Praia das Maçãs

Na sequência dos textos publicados neste Blog sobre os fundadores da Praia das Maçãs, Alfredo Keil, Manuel Prego, e o Padre Matias del Campo , publico agora um post que faz referência à construção em 1908, de um edificio para um hotel denominado«Hotel Tapie», neste edifício funcionou também o “Restaurante Sintra-Praia”. O Hotel Tapie –mais tarde “Atlântico Hotel”, foi demolido em 1945 e, no local foi construido o «Casino» projecto do arquitecto Faria da Costa. Actualmente o edifício é ocupado por uma discoteca.

Segundo José Alfredo Azevedo o nome do Hotel deriva do facto de ter pertencido a uma senhora conhecida por «Madame Tapie»,” uma senhora de olhos azuis, muito vivos, de pele muito branca e rosada, de cabelos brancos que , em nova deviam ter sido loiros.Muito amável tinha a arte de receber, conversando com forte sotaque francês.”

O «Casino» da Praia das Maçãs ,espaço utilizado durante muitos anos por gerações de frequentadores em tempo de férias naquela Praia e arredores está na memória ainda hoje de muitos de nós.


Fontes consultadas:Obras de José Alfredo Azevedo-III

BERTOLT BRECHT

1898-1956
A 14 de agosto de 2006, prefez 50 anos que o Bertolt Brecht faleceu, mas deixou-nos os seus pensamentos , as sua obras que hoje ainda nos ajudam a compreender melhor a condição humana .Porque parece que afinal a história repete-se.......................

O Mundo e Sintra tem de certeza razões para esta homenagem, agora que um outro escritor Nobel alemão parece acordar de um longo silêncio.


EPITÁFIO PARA M.

Dos tubarões fugi eu
Os tigres mateio-os eu
Devorado fui eu
Pelo percevejos.

Bertolt Brecht


Notas:
Imagem retirada de http://www.anarchitect.org/lab/Halftones

Saber mais sobre B.Brecht, pressionar aqui

NOTÍCIAS INESPERADAS.....................

Portugal e Brasil procuram petróleo na costa de Sintra

A costa sintrense vai ser alvo de prospecção no sentido de se apurar a existências de petróleo na costa portuguesa. A pesquisa vai estar a cargo da Galp, da brasileira Petrobras e da Partex. O acordo assinado pelas empresas na sexta-feira foi ontem anunciado pela Galp Energia.
( Sábado, 12 de Agosto de 2006 -Alvor de Sintra)
Para leitura integral da noticia -pressionar aqui

terça-feira, agosto 22, 2006

ALTA TENSÃO NO CONCELHO DE SINTRA!




As associações ambientalistas Quercus e Olho Vivo vão processar o Estado português pelo alegado incumprimento de directivas sobre a avaliação de impacte ambiental de linhas aéreas de muito alta tensão, revelaram hoje as organizações.
( Sábado, 19 de Agosto de 2006 Jornal ALVOR DE SINTRA)


"A queixa que será enviada ao comissário do Ambiente, Stravos Dimas, refere-se à linha de 220 Kv, projectada pela Rede Eléctrica Nacional (REN) para ligar a subestação do Alto da Mira, na Amadora, à subestação de Trajouce, no concelho de Cascais, atravessando o concelho de Sintra, mas também se refere a linhas já existentes em Loures e Odivelas.
"A directiva da avaliação de impacte ambiental diz claramente que têm de ser avaliadas alternativas, o que não aconteceu no caso da linha projectada para Cascais, Amadora e Sintra", disse Carlos Moura, da Quercus."
Segundo o Alvor de Sintra:

"Os ambientalistas, que com comissões de moradores constituíram um movimento cívico pela passagem subterrânea da linha, criticam a forma como o projecto esteve em discussão pública, adiantando que a não participação das populações representa uma violação da directiva da avaliação de impacte ambiental, transposta para o Direito português.
O movimento sublinha ter ainda "esperança" que o Ministério do Ambiente seja sensível às mais de 4000 assinaturas recolhidas a favor da passagem subterrânea das linhas e reconsidere a concretização do projecto.


A linha que ligará a subestação do Alto da Mira, na Amadora, à subestação de Trajouce, no concelho de Cascais, afectará sobretudo o concelho de Sintra onde serão instalados 27 dos 30 postes previstos e os cabos passarão, em alguns casos, a 25 metros de habitações.
O estudo de impacte ambiental, a que a Lusa teve acesso, refere que a presença da linha de muito alta tensão (220 Kv) projectada pela Rede Eléctrica Nacional implica a "redução da qualidade de vida das populações".

Segundo o estudo de impacte ambiental, no concelho de Sintra a distância prevista entre as linhas e habitações é de 25 metros no Bairro da Ligeira e no Papel, enquanto no Cacém será de 50 metros, no Bairro da Chutaria de 60 metros, no Bairro do João da Nora de 75 metros e na Serra do Casal de Cambra de 100 metros.
Os postes de alta tensão terão entre 31 metros (o mais baixo) e 75 metros (o mais alto), medindo a maioria das torres cerca de 50 metros.Os ambientalistas, que com comissões de moradores constituíram um movimento cívico pela passagem subterrânea da linha, criticam a forma como o projecto esteve em discussão pública, adiantando que a não participação das populações representa uma violação da directiva da avaliação de impacte ambiental, transposta para o Direito português.
O movimento sublinha ter ainda "esperança" que o Ministério do Ambiente seja sensível às mais de 4000 assinaturas recolhidas a favor da passagem subterrânea das linhas e reconsidere a concretização do projecto.

A linha que ligará a subestação do Alto da Mira, na Amadora, à subestação de Trajouce, no concelho de Cascais, afectará sobretudo o concelho de Sintra onde serão instalados 27 dos 30 postes previstos e os cabos passarão, em alguns casos, a 25 metros de habitações.
O estudo de impacte ambiental, a que a Lusa teve acesso, refere que a presença da linha de muito alta tensão (220 Kv) projectada pela Rede Eléctrica Nacional implica a "redução da qualidade de vida das populações".

(...)
Segundo o estudo de impacte ambiental, no concelho de Sintra a distância prevista entre as linhas e habitações é de 25 metros no Bairro da Ligeira e no Papel, enquanto no Cacém será de 50 metros, no Bairro da Chutaria de 60 metros, no Bairro do João da Nora de 75 metros e na Serra do Casal de Cambra de 100 metros.
Os postes de alta tensão terão entre 31 metros (o mais baixo) e 75 metros (o mais alto), medindo a maioria das torres cerca de 50 metros."

NOTAS:
imagem retirada do blog:Pelo Direito a uma cidade com qualidade de vida

Mais informação sobre o movimento cívico:

Movimento Cívico reune Cidadãos e Associações Na sequência do conhecimento da população da intenção da passagem, junto a zonas urbanas, de mais uma Linha Aérea de Muito Alta Tensão Fanhões-Trajouce, foi criado o Movimento Cívico pela passagem subterrânea das Linhas de Alta Tensão em zonas urbanas (MC-PSLAT).Este Movimento tem como objectivos alertar as entidades responsáveis para a inadmissíbilidade de se continuar a instalar grandes estruturas de transporte de energia por via aérea em áreas urbanas, comprometendo a qualidade ambiental das nossas cidades e vilas e evitar que esta situação se repita agora em Belas, Agualva-Cacém, S.Marcos (Concelho de Sintra), Alto-de-Mira (Amadora) e Trajouce (Cascais); mas não esquece as linhas de Alta Tensão que já atravessam espaços densamente urbanizados, tais como Massamá Norte, S.Marcos, ou toda a várzea dos Concelhos de Loures e Odivelas, entre outros. O Movimento de cidadãos conta já com o apoio directo de associações de moradores dos concelhos de Sintra e de Odivelas e das organizações não governamentais Olho Vivo, Quercus, Grupo Ecológico de Cascais e Lisboa Verde mas pretende estender a base de apoio a muitos mais cidadãos e entidades que se revejam no mesmo

Para aceder ao Blog deste Movimento cívico pressionar aqui

segunda-feira, agosto 21, 2006

A Tapada do Mouco, a factura e o Parque Natural Sintra Cascais


(Foto:Pedro Macieira)

O Jornal Correio da Manhã de Sábado 19 de Agosto, avança a noticia que o Ministério de Ambiente e Ordenamento do território entregou ao Procurador da República o caso da Tapada do Mouco. Aqui está um estranho caso da utilização de um Parque Natural que tem o estatuto de Património Mundial da Humanidade, e uma forma habilidosa de obter receitas para a gestão do mesmo, que correu mal principalmente para a serra de Sintra.


(Foto:Pedro Macieira)
Histórico:

Noticia do jornal Correio da Manhã de 2006-04-27:

"A Acção inspectiva na sequência de queixas em Tribunal da Associação ambientalista Olho Vivo, que acusa a empresa gestora Parques de Sintra-Monte da Lua- de autorizar a realização do "reality show da TVI, e com isso ter destruido parte da área protegida da Tapada do Mouco.Segundo fonte da Inspecção-Geral do Ambiente e Ordenamento do Território os inspectores constataram que o espaço ocupado é de cerca de um hectare, ou seja o equivalente a um campo de futebol.Hoje há uma "clareira maior" do que aquela que existia antes de começar o programa, disse-nos a mesma fonte."

"A Olho Vivo considera que o programa televisivo que terminou a 31 de Dezembro de 2005, trouxe ainda outros prejuízos ambientais, Filipe Pedrosa membro da direcção enumera-os:"Fizeram terraplanagem e destruiram carvalhos e azevinhos plantados por mecenas, deixaram sapatas de cimento usado na instalação das estruturas e brita. Não se vê a prometida recuperação do local e do Chalé da Condessa, com os 50 mil euros que seriam pagos como contrapartida."

Segundo o CM:
"A Endemol pagará os 50 mil euros a que se propôs para recuperar o Chalet da Condessa mas continua a aguardar que o Monte da Lua emita a factura" disse Piet-Hein Baker ao CM.
O ambientalista estranha a autorização do programa "face ao incumprimento do Plano de Ordenamento do Parque Natural Sintra Cascais, tendo a Olho Vivo apresentado queixa ao Ministério Público."

Sábado, 19 de Agosto de 2006 ,Jornal CM:

"O relatório da Inspecção sobre o parque onde decorreu o programa 1ª Companhia, transmitido pela TVI e produzido pela Endemol depois de entregue ao Ministério seguiu a 8 de Junho, para o Tribunal administrativo e Fiscal de Sintra. Questionado pelo CM o MAOT foi omisso relativamente à parte mais polémica a das contrapartidas financeiras alegadamente exigidas à produtora do "reality show". Mas é de prever que os inspectores, no mesmo relatório , tenham analisado a matéria, até pela dimensão que ganhou na imprensa."
Acrescenta ainda o CM:
"A entidade que gere o Parque Natural Sintra-Cascais, onde se enquadra a Tapada do Mouco reclamava da Endemol 420 mil euros. Aprodutora argumentava que o compromisso não ultrapassava os 50 mil euros e que ainda não tinha recebido a factura."

sexta-feira, agosto 04, 2006

Rio das Maçãs retoma actualizações em 21/08/2006

Padre António Matias del Campo , e a Villa Nova da Praia das Maçãs

Praia das Maçãs faz em 2006, 122 anos da sua edificação. Embora as primeira edificações pertençam a 1888 na verdade é que três anos antes três homens de boa vontade (Luis de Almeida Albuquerque, dr.Joaquim de Vasconcelos Gusmão e António Maria Dias Pereira Chaves Mazzioti),agregando a si dois engenheiros de grande categoria profissional , se constituiram em comissão, e levaram a cabo a construção do lanço de estrada que continuou, até à Praia das Maçãs, a velha estrada de Colares que partindo de Sintra e passando por Seteais, Monserrate e Eugaria chegava , apenas até ao Banzão.(ver post sobre Estrada Velha de Colares)

Terminadas as obras da estrada até à Praia das Maçãs apareceu um padre espanhol que já vivia em Colares desde 1874,António Matias del Campo,fugido de Espanha por motivos politicos viveu algum tempo em Bragança, posteriormente veio para Lisboa, passando ainda por Montelavar onde foi Capelão, e só depois chegou a Colares vindo desempenhar o cargo de coadjutor, em 1874.(Jornal de Sintra de 17/07/1904).


Actualmente a casa de Matias del Campo foi reconstruída e tem um aspecto que só dificilmente permite reconhecer ser a mesma construida naquele lugar há 200 anos.(Foto:Pedro Macieira)

António Matias del Campo com Manuel dias Prego (ver post relacionado neste blog) serão os primeiros edificadores da Praia das Maçãs então Vila Nova da Praia das Maçãs”.Em 1891 Alfredo Keil construiu a sua “Vila Guida” em 1889 sendo a terceira edificação da nova Villa, posteriormente em 1891 fez construir , junto à sua “Vila Guida” uma pequena capela, (ver post relacionado neste blog) em que o Padre António Matias del Campo realizou a primeira missa , por alma do pai de Alfredo Keil.

Faleceu em Colares com 74 anos, em 15 de Dezembro de 1917.

Fontes: Obras de José Alfredo da Costa Azevedo III

- Entrevistas no local


Saber mais sobre António Maria Dias Chaves Mazziotti-pressionar

quinta-feira, agosto 03, 2006

Estrada velha de Colares e o Marquês de Pombal

Estrada que liga a Vila velha de Sintra a Colares, é sem dúvida um dos mais bonitos caminhos da Serra de Sintra. Devido à riqueza arquitectónica dos inúmeros palácios e das quintas que a circundam.O lugar da Eugaria ,é um dos locais servido pela estrada antes da chegada a Colares término deste percurso. Lugar onde também Alfredo Keil tinha uma habitação.(Casal da Serrana).

Tem esta estrada mais de 230 anos, construída no tempo de Marquês de Pombal e Conde de Oeiras, Sebastião José de Carvalho e Melo. Primeiro Ministro de D.José.

(Foto:Pedro Macieira)

Excerto de documento existente no Arquivo Histórico de Sintra.
“Copia de Avizo que no anno de 1773 foi ao provedor de Torre Vedras para auxiliar Bento Dias na abertura da estrada pello caminho da Serra de Sintra e Collares.
Sendo prezente a El rey Meu Senhor a petição incluza de Bento Dias Pereira Chaves reprezentando a incapacida.e , e ruina em que actualm.te se achão os Caminhos da Villa de Collares e a grande utilid.e que se seguirá aos moradores da mesma Villa , e a extracção dos seus fructos, de se ampliar, e abrir huma boa estrada pello caminho da Serra............ (..)
Deos G.de a V.M.ª Oeiras 18 de Setembro de 1773
Marquês de Pombal”


(Foto: Pedro Macieira)
Ainda hoje muito utilizada , não só pela beleza do cenário que se desfruta neste percurso, mas ainda uma via de circulação de grande utilidade nos acessos de e para Sintra.

quarta-feira, agosto 02, 2006

O Segredo do último ferreiro do Mucifal

Fernando Domingos Carioca foi o último ferreiro do Mucifal, associando ao seu oficio, uma capacidade para improvisar versos. Começou a trabalhar aos nove anos, em Almoçageme a olhar pelas ovelhas.O patrão Joaquim valentim dos Santos, era ferreiro e iniciou Fernando Carioca no ofício.Mais tarde já casado , instalou-se por conta própria, que na época havia trabalho que sobrava para vários ferreiros.Em entrevista dada ao Diário de Noticias em 1992, nessa altura já com 82 anos, escrevia Oscar Mascarenhas traçando um retrato com uma prosa também ela muito rica:

«Traz engatilhado, na memória 40 versos de pé-mais-que-quebrado que há-de recitar, inteirinhos , cantaroladamente, com o indicador e anelar meio estendidos a marcarem o compasso, antes de responder à pergunta de apresentação “O senhor é o ferreiro?” lá começou ele: “Por usar fato de ganga e boné/Todos olham para mim com certo desdenho/Mas o fato de ganga ainda é/Para quem o enverga bem”A gente entreolhou-se e ele foi seguindo a recitação: “...sou ferreiro, malho ferro/Mora à borda do rio/Não há coisa que mais custe/ Que malhar o ferro frio”.»
Era aqui que Fernando Carioca , tinha a sua oficina , ainda hoje no Mucifal esse espaço embora já em ruinas, faz com que as pessoas mais antigas ,mantenham ainda mais viva a imagem do homem que todos gostam de lembrar(Foto:Pedro Macieira)


«È uma oficina pequena, onde a dimensão do fole domina o compartimento.O chão se não é de terra batida, está pelo menos, recoberto de poeiras e limalhas acamadas pelos anos
A fornalha é pouco maior do que uma lareira, mas ao sopro do fole, é ai que a caruma seca pega fogo vivo ao carvão mineral.»
e era ele que recitava : “Ainda bem não amanhecer/A forja mando acender/ Somente para fazer/ as obras que me aparecem”... escreveu Oscar Mascarenhas.

O segredo de Fernando Carioca
Relata o D.N. « tem orgulho na rijeza do ferro que sai das suas mãos.Pegou num dos dentes de um sachão e zurziu o outro num lancil, fazendo saltar lascas da pedra, exibindo a ferida branca que o metal acabou por produzir na rocha: Vê? Isto é o que o meu tempero consegue fazer. O ferro fica rijo e não parte.
Voltou-se para a forja e veio de lá com dois objectos nas mãos uma lima grossa e ..., um pedaço de corno de carneiro.” meu tempero é este.” afiançou, sorrindo, já habituado ao espanto dos seus interlocutores. “Até esteve cá um mexicano que me disse.” Ah você tempera com óleo de corno ...”
A fornalha já estava acesa, o escopro ficou ao rubro em pouco tempo.Fernando Carioca trouxe, preso por uma tenaz, para a bigorna, martelou-o fortemente até o afiar a contento da vista e, já com o ferro enegrecido, passou-lhe demorada e fortemente com a base do corno de carneiro.logo fumegou um cheiro característico... a corno queimado.repetiu a operação no outro gume do escopro. E explica que “ o melhor é o corno de carneiro negro que deita mais óleo.” O óleo é tão- sómente o próprio corno derretido pelo calor.»

Aqui fica uma singela homenagem a um homem que durante muitos anos ajudou muita gente do Mucifal e seus arredores com a sua arte , para os pedidos mais variados desde fabrico de ferramentas para a lavoura até afiar canivetes.E que está presente ainda hoje na memória do Mucifal.



Fontes: Entrevista e foto de Marco Borga ,aut. Oscar Mascarenhas D.N. 9 de Agosto 1992
Entrevistas no local

terça-feira, agosto 01, 2006

SINTRA

(Foto:Pedro Macieira)


Palácio nacional da Vila é um dos monumentos preferidos pelos milhares de visitantes a Sintra, só o ano passado o número de visitantes foi de 360 mil e este ano segundo notícia do D.N . de ontem o número de visitantes irá aumentar.

Quanto ao número de turistas que entram e saem de Sintra , parece que ninguém sabe, pois o relatório dos perito da Unesco que recentemente visitaram Sintra , refere essa anomalia.E sem esses números não é possivel uma estratégia de turismo adequada e encontrar as melhores soluções para o fluxo e o estacionamento de automóveis em Sintra e especialmente no centro histórico.

Para ler noticia integral do D.N.-pressionar