sábado, março 31, 2007

A Capela de Nossa Senhora das Dores do Mucifal

Primeira página do "Jornal de Sintra" de Janeiro1942
Mucifal situado na margem direita do Rio das Maçãs,(ribeira de Colares), não tem no seu património monumentos que possibilitem grandes referências. A sua Capela, e seu Largo , são sem dúvida a sua maior referência, tendo ao lado o Mercado, obra recente mas com um bom enquadramento no local.

O Largo do Mucifal ,(Largo Nossa senhora das Dores), conhecido por forasteiros e da população dos seus arredores, pelas festas que aí se organizavam durante o Verão. O Largo está actualmente a sofrer obras de embelezamento, que alteraram o seu aspecto tradicional, e que após a conclusão ,terá um busto de umas das figuras mais emblemáticas do Mucifal,José Fernandes Badajoz o” Poeta Cavador”.


A Capela do Mucifal que teve obras de ampliação recentes, começou a ser construída há 67 anos, como noticiava o “Jornal de Sintra”, em 1940:

“Em poucos dias, a edificação desta capelinha tem atingido grandes proporções, mercê do apoio do povo do Mucifal e dos amigos desta localidade, continuando a Comissão a empregar os seus melhores esforços para que ela esteja concluída dentro de poucos meses”.
No final da noticia o “J.S.” publicava uma relação de alguns subscritores:
"Alberto Totta, toda a cantaria;Esposa de Alberto Totta,ornamentação do altar; Francisco Pedro Caetano, 200$00;Joaquim Manuel dos Santos 200$00; David França Rilhas, 100$00; Mário Guimarães Leiria, 100$00; José Alexandre Silvestre Cosme, 100$00; José Veloso Salgado, 100$00; Raúl Pinheiro, 100$00 ; João Dias Coelho, 100$00; Hermegildo dos Santos Silva, 100$00."


A Capela de Nossa Senhora das Dores do Mucifal foi inaugurada em 1941.
Fotos:PedroMacieira

sexta-feira, março 30, 2007

As eleições em Portugal - 1942

Mais de cinquenta mil razões para publicar pequenas memórias de um País com amnésia.


Publicado em 11 de Fevereiro de 1942 na primeira página do Jornal de Sintra.


No Portugal de antigamente (1942),as condições para se poder votar* eram:

1-Os portugueses do sexo masculino,maiores ou emacipados, que saibam ler e escrever, domiciliados no Concelho há mais de 6 meses.
2-Os que não saibendo ler nem escrever, paguem ao Estado contribuições não inferiores a 100$00.
3-Os portugueses do sexo masculino, com curso especial, secundário ou superior.

*Só existia um partido politico denominado "União Nacional".

Nota-António Óscar de Fragoso Carmona (Marechal Carmona); foi eleito, por sufrágio directo, presidente (25.3.1928); e sucessivamente reeleito sem opositor (17.2.1935, 8.2.1942, 13.2.1949)

Foto utilizada da autoria de Armando Serôdio-Arquivo Fotográfico da C.M.L.

quinta-feira, março 29, 2007

CINTRA



Cintra , amena estancia,
Throno da vicejante primavera,
Quem te não ama? Quem, se em teu regaço
Uma hora da vida lhe ha corrido,
Essa hora não esquecerá?...


Almeida Garrett



Fotos:PedroMacieira

quarta-feira, março 28, 2007

A CADEIRA DE ALMEIDA GARRETT

Á ILLUSTRISSIMA E EXCELLENTISSIMA SENHORA

CONDESSA D’EDLA

Senhora: Se os colossos da floresta
Aos céus enviam divinaes perfumes,
Tambem o agreste cheiro da giesta
Ousa humilde subir aos pés dos Numes.

Se o sol, que é vida e alma do universo,
Não desdenha aquecer o infimo insecto,
A vós do rude bardo implora o verso
Calor e luz de generoso affecto.

Gota d’agua levada pelo vento;
Modesto aroma d’uma flor caída;
Nem tanto valerá meu pensamento...
Mas inspira-o uma alma agradecida.


Francisco Gomes de Amorim,1878

«Aqui temos a gratidão servindo de musa ; o poema é um bilhete perfumado do agradecimento.As águas de Hippocrene aquecem-se sob o influxo d’um nobre affecto.«seria monstruoso ingratidão, diz o auctor, calar os motivos que inspiraram a dedicatória d’este humilde poemeto.Por pedido da illustre e generosa dama, para quem elle foi expressamente escripto, dignou-se sua majestade el-rei o senhor D.Fernando brindar o autor com um objecto histórico, preciosissimo como obra d’arte e como recordação saudosa- a cadeira monumental de seu mestre, o grande poeta Almeida Garrett.(...)
«...esta cadeira abbacial, como a denominava Garrett, dizia elle que pertencera a seu tio D.Frei Alexandre da Sagrada Familia, e ao ultimo ou penultimo abbade do mosteiro de S.Bento, de Lisboa .Adquirindo-a o poeta restaurou-a e deu-lhe a mais grandiosa fórma do que tinha primitivamente.Gomes de Amorim, em vida de Garrett, teve sempre especial predilecção pela belleza artistica déste movel e sua comodidade;(...)»

A.A. da Fonseca Pinto. Carta familiar
NOTA EXPLICATIVA:
Fernando Gomes de Amorim em 1878, publicou “A Flor de Mármore ou As maravilhas da Pena em Cintra”,
"Por morte de Almeida Garrett foi a cadeira comprada em leilão para El-Rei D.Fernando.Durante vinte annos sonhou Gomes de Amorim com a posse d’este objecto , tão precioso para as suas recordações e saudades."(...) (1)
Em 1876 a" Condessa dÉdla, sabendo d’estes desejos, e da enfermidade que o poeta ha longos annos padece, inspirou compadecida a seu marido o generoso pensamento de lhe offerecer a cadeira monumental de Almeida Garrett ".
Almeida Garrett "que foi o seu melhor amigo e mestre e que lhe serviu até de pai"
A cadeira monumental em que “o immortal auctor do Camões e D.Branca, depois de ter regressado de Belem para a rua de Sancta Isabel, casa (2)que hoje mostra o numero 78,suportou as primeiras agonias do doloroso drama com que terminou a sua gloriosa existencia.”

«Desejoso o poeta de mostrar-se reconhecido a este testtemunho de consideração e benevolência, e sabendo quanto D.Fernando ama a sua magnifica residencia da Pena, lembrou-se de celebrar num pequenino poemeto, consagrando-o á Condessa d’Edla, aquella encantadora vivenda....»


A cadeira de Almeida Garret faz parte actualmente da colecção do Museu do Teatro.

Na introdução ao poemeto “A Flor de Mármore” existe uma “Invocação á senhora Condessa d'Edla” , que publicamos neste post .Em próximos post abordaremos o poemeto que dá o nome à obra e a biografia de Fernando Gomes de Amorim.

(1)sublinhados são da carta familiar de A.A. Fonseca Pinto de 1878

(2) Casa de Almeida Garret recentemente demolida , provocou um grande movimento de constestação. Em 2003 Santana Lopes autorizou a destruição desta casa, para depois recuar na decisão. Carmona Rodrigues, no dia 6 de Janeiro de 2006, autorizou de novo a destruição da casa.O proprietário da casa não recuou nos seus objectivos de construir naquele local um novo imóvel.O proprietário em questão é o actual Ministro da Indústria do Governo de José Socrates, Manuel Pinho.
Fotos da casa de Almeida Garret recentemente demolida (Imagem retirada do site "Coisas da Cultura"

Agradecimento:
A Emilia Reis ,pela cedência da obra "A Flor de Mármore ou as Maravilhas da Pena em Cintra" e da foto do Chalet da Condessa d'Edla.

terça-feira, março 27, 2007

SINTRA-Resíduos florestais para produzir energia.


Segundo o jornal digital SintraVox ,a Câmara de Sintra " prepara-se para utilizar os resíduos florestais provenientes da limpeza da Serra na produção de energia. O primeiro passo para a concretização deste projecto será dado hoje, dia 27 de Março , pelas 15H00, altura em que será assinado o Protocolo de Valorização Energética da Biomassa, em “pleno coração” da Serra, na Quinta das Sequóias.
Ao colocar em prática o Plano de Valorização Energética da Biomassa, a Câmara Municipal de Sintra irá contribuir para a redução do risco de propagação de incêndios, dado que os resíduos florestais resultantes das operações de exploração e limpeza da Serra serão utilizados na produção de energia. "
Para leitura integral da notícia-pressionar

segunda-feira, março 26, 2007

Queijadas de Sintra II

SAPA II
Continuação do postQueijadas de Sintra I
“A tribo sapina que tem brotado como cogumelos em terreno fresco, alastrou-se a todos os pontos desde S.Pedro até à Vila, e forçosamente quem faz e vende queijadas, descende e pertence à tribo dos sapas que é mais conhecida do que a tribo de Israel, de modo que quem vende queijadas em Sintra são todos sapas ou sapos(...)”“Francisco José de Almeida,guia de Portugal,Um passeio de Lisboa a Sintra” 1880

A fábrica das queijadas Sapa na Volta do Duche em 1958 (foto cedida por Valdemar Alves)

Antiga inscrição da Marca Sapa (Foto cedida pelo blog Trans-atlântico)

A existência actualmente de dois locais em Sintra, que descendem do mesmo fundador das “Verdadeiras queijadas da Sapa”, é uma situação que tem a ver com decisões familiares, que provocaram neste caso uma separação do local de fabrico, e uma nova marca.

Embora o local oficialmente reconhecido seja o da fábrica da Volta do Duche, que reabriu recentemente, após obras de remodelação, desta vez com a gerência da filha de Francisco Barreto Neves, o antigo proprietário das “Verdadeiras Queijadas da Sapa”, Margarida Neves Soares .

Francisco Barreto Neves cedera o contrato de exploração desta casa há mais de trinta anos a uma sua sobrinha, Maria Fernanda Neves, que se manteve naquele local até há cerca de um ano.

E é Maria Fernanda Neves que é prima de Margarida Neves Soares , que neste momento e após a sua saída da Volta do Duche, que fabrica em S.Pedro as queijadas do "Avô Neves".


( Imagem cedida por Valdemar Alves )


A mesma imagem publicitária ,em português e Francês


Segundo ainda José Alfredo Azevedo;“não é possivel determinar dado o tempo decorrido , a relação de parentesco entre Maria Sapa de 1756 e os outros Sapas, também de Ranholas, e que ali fabricavam queijadas.Mas uma coisa é certa:eram todos daquela familia, que é oriunda daquele lugar.
Assim em meados do século passado (XIX), aparece em Ranholas uma Maria das Neves, casada com Manuel Antunes, ela da familia «Sapa» e que também fabricava o afamado doce.

Deste casal nasceram vários filhos e, entre eles, um que se chamou Francisco Antunes das Neves , que foi casado com a simpática «Tia Angelina»(Angelina da Conceição Neves), que foram avós do nosso Chico Neves (Francisco Barreto Neves).Fabricaram queijadas no referido lugar de Ranholas que,não há dúvidas , era a«pátria» dos «Sapas».

O conflito entre a familia Sapa

pressionar a imagem para ampliar(foto cedida pelo blog Trans-atlântico)


O Papel da embalagem das Queijadas da Sapa (imagem cedida por valdemar Alves)

Cronologia histórica das “Queijadas da Sapa”-Francisco Antunes das Neves que nasceu em 14 de Agosto de 1842 e faleceu em 6 de Maio de 1895, associou-se em 1870 com o sogro,Pedro Martinho e, de sociedade, fabricaram em Ranholas o apreciado doce.
-Mais tarde a Sociedade desfez-se e o Francisco Antunes das Neves passou a fabricá-las por sua conta com o nome de «Fábrica da Belas Queijadas da Sapa».

-Francisco Antunes das Neves em 23 de Janeiro de 1889 tirou uma licença para um veículo de duas rodas puxado por um cavalo e vinha para Lisboa Vender a Lisboa as queijadas que fabricava.
-Em 1890 Constrói o prédio na Volta do Duche

-Por morte de Francisco Antunes das Neves(1895) a fábrica tornou-se Viúva Neves & Filho- Angelina da Conceição Neves e o filho António Francisco das Neves.
-O registo da marca foi feito em 1912 a favor de Angelina Conceição Neves.
-Com a morte de Angelina C.Neves a 1 de Janeiro de 1947 a fábrica passou para o filho.
-o filho António F. Das Neves faleceu em 31 de Outubro de 1952, passando a Fabrica para o filho Francisco Barreto das Neves.
-Em 1959 é registada em 11 de Maio a designação do estabelecimento “As verdadeiras Queijadas da Sapa”
-Em 1974 Francisco Barreto das Neves confiou a fábrica a sua sobrinha MariaFernanda das Neves que durante mais de 30 anos garantiu a confecção das queijadas da Sapa.

- Continuação em próximos posts.



Fontes Consultadas:-“Queijadas de Sintra” de Raquel Moreira
-Obras de José Alfredo da Costa Azevedo –IV
-Jornal de Sintra
Agradecimentos:Fotografias emprestadas pelo blog “Trans-antlântico” e por Valdemar Alves








domingo, março 25, 2007

O Hino da Alegria em Colares



Hoje comemorando-se os 50 anos do Tratado de Roma, as bandas dos Bombeiros de Colares e da União Mucifalense tocaram juntas o Hino da União Europeia (o Hino da Alegria)em frente à Junta de Freguesia de Colares, em conjunto com centenas de bandas em todo País.



Fotos:PedroMacieira




sexta-feira, março 23, 2007

O Tratado de Roma


No próximo domingo, dia 25 de Março passam 50 anos sobre o Tratado de Roma que criou a Comunidade Económica Europeia, CEE. Data, da criação de uma Comunidade de Estados em que mais tarde (1986), Portugal se integrou.Integração que permitiu o nosso País, avançar alguns passos no sentido do desenvolvimento económico e social nessa Europa que até aí era uma realidade distante.
Passados 21 anos da nossa integração vale a pena fazer um balanço , e perceber o que é que continuou a falhar para que os nossos indicadores económicos, e sociais sejam ainda tão diferentes da maioria dos Estados que fazem parte desta grande comunidade.

União Europeia
População 492 831 400 habitantes
Território 4 308 415 Km2


Cronologia da União Europeia
1957 Assinatura dos Tratados de Roma (Alemanha,Bélgica, França,holanda,Itália,luxemburgo)
1973 adesão da Dinamarca, Irlanda e Reino Unido
1979 primeiras eleições para o Parlamento europeu por sufrágio universal directo
1981 adesão da Grécia
1986 Adesão de Portugal e Espanha
1987 criação do Programa Erasmus (mobilidade de estudantes)
1993 Mercado único:livre circulação de bens, serviços,pessoas e capitais
1995 adesão da Áustria, Finlândia e Suécia
2002 Circulação das notas e moedas em euros
2004 Adesão de Chipre, Malta e 8 Estados da Europa Central
2007 Adesão da Bulgária e Roménia
2007 Celebração dos 50 anos dos Tratados de Roma, com o lema “Juntos desde 1957”

quinta-feira, março 22, 2007

Queijadas de Sintra - I

SAPA I
Na doçaria tradicional de Sintra, as queijadas são sem dúvida uma imagem de marca da região. Curiosamente as queijadas terão origem não em Sintra mas no Algueirão, segundo rezam as crónicas que remontam à idade Média.Desde o século XIII existe referenciado nos foros como forma de pagamento na região de Sintra um produto denominado queijadas. Os especialistas referem a existência de dois tipos de queijadas:as que eram vendidas em feiras (queijadas de feira) e circunscreveram-se à área do Algueirão, tendo evoluído para a venda ambulante, e as queijadas finas ou de marca circunscrevendo-se à Vila de Sintra.

E é pelas queijadas de marca existentes ainda hoje em Sintra que começamos neste post uma pequena viagem.

Segundo José Alfredo Azevedo :As fábricas principais existentes em Sintra em 1997, eram a «Sapa», «Piriquita»,«Gregório»,e «casa do Preto».
E as fabricas mais recentes seriam as «Queijadas Centenárias»,a Pastelaria Tirol,«Palácio Real», do Restaurante e Pastelaria Apeadeiro, e «Monserrate»,da pastelaria do mesmo nome.



Fotos:PedroMacieira



AS VERDADEIRAS QUEIJADAS DA SAPA
As queijadas da "Sapa" são de facto a marca mais antiga de queijadas de Sintra, com fábrica ainda hoje na Volta do Duche.
Terá sido iniciado o fabrico destas queijadas, por Maria Sapa em 1756 em Ranholas (Sintra).E só 1890 é que foi construído e ocupado o prédio que hoje ainda é a fábrica desta conhecida marca. Ainda hoje actuais proprietários são familiares directos dos anteriores proprietários e fundadores da marca.

Curiosidade sobre as queijadas da Sapa descoberta aqui


(Foto e legenda retiradas de "Sintra em Negativo")

“Recentemente tomei conhecimento deste anúncio e, passe a publicidade que ninguém pagou, é interessante divulgar. E informar que quem fabrica as Queijadas do Avô Neves é a mesma pessoa que em muitos anos fez as deliciosas Queijadas da Sapa”no Sintra em Negativo


A legenda desta foto poderá ter a ver com a notícia publicada no Jornal de Sintra em 5 de Janeiro de 2007:

« Reabertura das “Verdadeiras Queijadas da Sapa”após importantes obras de recuperação do centenário edifício, o qual esteve encerrado cerca oito meses.» E adianta o J.S:“Margarida Neves Soares e o marido, Américo Soares são os actuais proprietários da empresa e do estabelecimento. Ela que é filha de Francisco Barreto Neves, o antigo proprietário das “Verdadeiras Queijadas da Sapa”, disse-nos que o seu pai “há mais de vinte anos cedera o contrato de exploração desta casa a uma sua sobrinha, que é minha prima Maria Fernanda Neves, que se manteve aqui até há cerca de um ano”.

Outra curiosidade sobre queijadas é o anúncio publicado em 1937 ,no Jornal de Sintra sobre as "Verdadeiras queijadas da marca Castelo dos Mouros", que não foi possível identificar o seu percurso comercial.


(Continua em posteriores posts)

Fontes :Obras de José Alfredo Azevedo –IV
Queijadas de Sintra de Raquel Moreira
Jornal de Sintra

quarta-feira, março 21, 2007

Porque hoje é dia Mundial da Poesia....


O irrecuperável

O irrecuperável
Recuperado ei-lo aqui sorrindo
Com a boca torcida mas feliz
Com os braços esmagados mas feliz

O que não volta eis volta
Por ignoradas mãos
Numa hora esquecida
Entre as horas marcadas

Possivel o recomeço
Possivel o sobressalto
Possivel o sonho solto
Possivel um mundo novo
Possivel o impossivel
Outro é o destino do homem
Mário Dionisio
O dia Mundial da Poesia em Sintra:
Os restaurantes "Tulhas", "Bristol", "Apeadeiro", e "Tasca do Manel" serão percorridos por elementos do grupo TAPAFUROS, enquanto a "Taverna do Trovadores", o "Café da Natália", a "Adega do Saloio" pelo actor Hélder Gambôa. À mesa poemas de Miguel Torga, Fiama, Cesariny, Fernando Pessoa e Camões.
Dois dias depois, dia 23 de Março, celebra-se, pelo 4º ano consecutivo, a festa da poesia ao longo da Maratona de Poesia de Sintra.Actores, declamadores, políticos, jornalistas, poetas mais ou menos conhecidos, ou simples amantes da poesia, vão passar pela Biblioteca Municipal de Sintra para ler e ouvir poesia e conviver em torno da palavra dos poetas.
no site da CMS-ver

terça-feira, março 20, 2007

Quinta da Regaleira

“A Quinta da Regaleira apresenta uma característica notável que é a da síntese harmoniosa entre o Cristianismo e o Paganismo.Carvalho Monteiro, que era cristão, e mesmo católico, não deixou de dar um sinal evidente da sua perspectiva cultural, universal e integradora, num contexto cultural europeu; na senda de Santo Agostinho, que dizia que «o cristianismo não tinha vindo abolir a religião antiga, mas antes dar-lhe cumprimento», o criador, com Luigi Manini, desta Quinta de Sintra, vai talvez um pouco mais longe, proclamando a analogia simbólica-que não religiosa – de alguns temas míticos do Paganismo e de alguns dogmas do Cristianismo, de que é exemplo notávela concepção de Leda , fecundada por Zeus e a de Maria,«por Obra e Graça do Espírito Santo»”.

In “Os Jardins Iniciáticos da Quinta da Regaleira” de José Manuel Anes
Saber mais sobre a Quinta da Regaleira:
-Uma visita à Quinta da Regaleira-pressionar
-Portal Maçónico -pressionar
-Câmara Municipal de Sintra-pressionar
Nota: Imagens retiradas do folheto editado pela C.M.Sintra

segunda-feira, março 19, 2007

Exposição de Arte Deco no Museu de Arte Moderna de Sintra

. Desde 17 de Março está patente no Museu de arte Moderna de Sintra uma exposição dedicada em exclusivo à Arte Deco, com cerca de 500 peças de mobiliário, vestuário, jóias, pintura e escultura e um Bugatti de 1929, pertencendo a maioria das peças à colecção de Joe Berardo.
Esta exposição permanecerá neste local até Setembro.
(Foto:PedroMacieira)
Saber mais sobre a exposição-pressionar

domingo, março 18, 2007

O Rally das Camélias


No momento em que em Sintra decorre um Rally de carros clássicos, denominado Rally "As Camélias de Sintra", voltamos a recorrer ao baú das memórias para recordar o mítico Rally das Camélias. Prova automobilística que fazia acorrer a Sintra nos anos 70 e 80, milhares de adeptos, para admirar durante toda a noite a passagem dos bólides, por pontos cruciais da prova: o salto de S.Pedro, a rampa da Pena, a Peninha, o Penedo.....











Giovanni Salvi/João N.silva-Datsun 240z -Peninha- XVII Rali das Camélias,1972 (Fotos:PedroMacieira)





António C.Oliveira/ Barata
Datsun 240Z,Grupo 3-4-5
XVII Rally das Camélias,1972







GiovaniSalvi/João N.Silva

Jornal "Motor" de 23 Março de 1972

Nota:Reedição actualizada de post publicado no Rio das Maçãs em Janeiro 2007








sábado, março 17, 2007

O Éden de Colares


Imagens de época do Hotel Éden
«Na “baixa” de Colares destaca-se, pois, o edifício do antigo Hotel Éden edificado por Inácio Costa, em 1887, e que foi durante vários anos, a única unidade hoteleira da região.Aquele capitalista construíra ali perto, a sua residência de férias (1885), a “Villa Costa”, provavelmente projectada pelo mestre Manuel Joaquim de Oliveira.
Estas edificações, pelo seu eclestismo no contexto vernacular em que se inseriam, mereceram , mais tarde, a seguinte apreciação de Frutuoso Gaio:«a quem se deve a construção do Eden Hotel, dos melhores chalets, e do seu magnífico palacete na Abreja, cujo recheio faustoso, era de tal opulência que até umas ricas cadeiras de uma das salas, quando as visitas se sentavam faziam ouvir peças de música».
(...)
«A “Villa Costa” e o Eden Hotel agremiaram um círculo intelectual e mundano da vilegiatura de fin de siécle e crente no progresso anunciado para o evo que se avizinhava, onde incluiam, para além da familia Costa , Chaves Mazziotti-proprietário da Quinta Mazzotti e deputado pelo Partido Progressista-Alfredo Keil, marquesa de Vale Flôr,conde de Sabugosa, conde de Valenças,viscondessa de Santarém,familia Portocarrero,o pintor Veloso Salgado-que em 1923 retratou o ilustre médico e cientista Carlos França-entre outros.»

Texto retirado de "Colares" da autoria de Maria Teresa Caetano

As traseiras do antigo "Hotel Éden," vendo-se ao lado a "Villa Costa"

















Fotos do estado actual do edifício do antigo hotel ,ainda hoje destacando-se pela sua imponência na zona urbana de Colares.
Fotos:PedroMacieira


sexta-feira, março 16, 2007

Luisa Amaro e "In-Canto" no Olga Cadaval

Foto retirada do "Cidade Viva"

Luisa Amaro,e "In-Canto" hoje pelas 22h00 no Olga Cadaval em Sintra

A Luísa Amaro, a primeira mulher a gravar em guitarra portuguesa e a Miguel Carvalhinho (Guitarra Clássica), juntam-se Hugo Tristão, um dos melhores especialistas portugueses em percussão oriental, e Joana Grácio, bailarina de dança oriental, criando um espectáculo onde a sonoridade portuguesa se funde com os ambientes orientais. Instrumentos, ora a solo, ora todos juntos, ora em duo, ora com dança, criam ritmos que transportam o público para lugares longínquos, onde a sedução e a insinuação se fazem sentir.Um projecto pioneiro que rompe, uma vez mais, com a sua exclusiva ligação ao Fado e ao masculino, e onde o apelo à transcendência musical marca presença.

(texto retirado da página da internet do Olga Cadaval)

Luisa Amaro e Carlos Paredes no último concerto do Mestre da guitarra portuguesa em Monsaraz (foto retirada do blog "alentejanando"

Notas biográficas sobre Luisa Amaro:
Luisa Amaro (Guitarra Portuguesa)

Estudou Guitarra Clássica no Conservatório Nacional de Lisboa com o Prof. Lopes e Silva.
Em 1993 estudou em Barcelona, com a guitarrista Argentina, Maria Luisa Anido.
Em 1994 começou a tocar com o Mestre Carlos Paredes, que acompanhou em centenas de concertos por todo o mundo, interrompendo essa actividade em Dezembro de 1993.
Leccionou na Escola João de Deus em Lisboa (1989-1983) e frequentou em Castres, França, o curso Internacional de Guitarra com o guitarrista Argentino Roberto Aussel.
Desde 1996 que se dedica à guitarra Portuguesa e ao estudo como autodidacta, actividade que desenvolve em colaboração com João Bengala e João Courinha, com o objectivo de criar novas sonoridades e um novo repertório para este instrumento profundamente português.
Participou no encerramento da EXPO/98 com: Genoveva, Coral Vértice, Alexandre Bateiras e Quarteto Saxofone de Amesterdam.
Em 1999 fez uma série de concertos experimentais em igrejas com o “Coral Vértice” acerca da improvisação moderna, tendo como suporte a música Coral Sacra dos Séculos X e XVIII.
Notas retiradas daqui

quinta-feira, março 15, 2007

Notas históricas sobre o Parque da Pena


Notas de José Alfredo Azevedo sobre o Parque da Pena

Correio de Cintra de 1898(gravura da Condessa)

O incêndio no Parque

"O Correio de Sintra, de 14 de Agosto de 1898, dá a notícia de se ter declarado fogo perto Chalet da Condessa, o qual foi apagado pelo pessoal do Parque da Pena.Nele morreu carbonizado Severo Ferreira, trabalhador do parque e possível causador do fogo. O enterro foi pago pela Condessa d’Edla (Elisa Hendler). "


Postal ilustrado antigo com o Parque da Pena

Carvalho da Pena
"O Jornal de Sintra de 28 de Julho de 1940, no nº333 noticia ter falecido em 25, Carlos de Oliveira de Carvalho, que durante 28 anos foi regente do Parque da Pena, tendo também a seu cargo a administração da Serra de Sintra.
A obra que deixou em Sintra é muito grande.Deve-se a ele a arborização da nossa serra, designadamente as zonas dos Capuchos e Peninha.
Como já várias vezes disse, podemos a firmar sem receio de desmentido que Carlos de Oliveira Carvalho, que o povo conhecia por «Carvalho da Pena», foi continuador da grande obra iniciada por D. Fernando II, o Rei –artista. "


Notas retiradas de" Obras José Alfredo Azevedo V"

Posts relacionados:

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-Condessa d'Edla -pressionar

-Memória descritiva do Chalet da Condessa d'Edla-pressionar