terça-feira, novembro 06, 2007

Evocação dos 120 anos da linha de Sintra, na Biblioteca Municipal

Estação da CP de Sintra-Foto Eduardo Portugal, arq.Fotográfico daCML

Integrada na linha do Oeste, com desvio para Sintra desde o Cacém, a Linha de Sintra começou a ser construída em 1883. Em 1957, procedeu-se à electrificação da linha, inaugurada em 28 de Abril do mesmo ano.

A exposição, que evoca os 120 anos da linha de Sintra, pode ser visitada na Biblioteca Municipal de Sintra,de 9 de Novembro a 16 de Dezembro. Às segundas-feiras das 14h00 às 20h00; de terça a sexta-feira das 10h00 às 20h00; e sábados 14h30 às 19h30. Encerra aos domingos.
Estação da CP do Cacém-Foto de Arnaldo Madureira, Arq.Fotográfico da CML
De comboio para Sintra em 1907

"Dirigir-se-ha o viajante á Estação Central do Rocio, d’onde partem os comboios para a vila de Cintra (1ªclasse 530 reis –2 ª., 360 -3ª., 230).
As partidas são muito frequentes, principalmente na epocha do verão, devido ao extraordinário movimento que ha, não só para tão bella estancia, como também para todas as povoações servidas pelo caminho de ferro de Cintra.
Entre essas povoações destacam-se Queluz e Belas de que adeante falaremos.Cintra dista de Lisboa 30 kilometros.
O trajecto em comboio rápido, é feito em pouco mais de meia hora; e em comboio ordinário , no dôbro do tempo , sem, porém, se tornar fastidioso, pois ha sempre surpresas na variedade do panorama.
Logo que o comboio galga o tunnel , onde entra á partida da estação do Rocio, descobrem-se á esquerda no sitio denominado Rabicha, ao principio do Valle de Alcantara, os Arcos das Aguas Livres, obra notavel de D.João V.
(...)De Cacem em deante, do lado esquerdo , avistam-se já , por vezes, os castellos da Pena e dos Mouros. E assim, debaixo da impressão mais agradável, chega-se a Cintra, villa encantada, que a natureza, n’um prodigio de esthética e excesso de bom humor, conseguiu elevar com tudo quanto a imaginação póde conceber de bello e grandioso.
(...)Á sahida da estação, entra-se na villa esthephania."
Fonte:Guia do viajante em Portugal e suas colonias em Africa. ed.Empresa Nacional de Navegação 1907

7 comentários:

viajante disse...

Exposição a não perder.
Da primeira foto fiz uma actualização que foi publicada em tempos no Transatlântico.
Tenhos muitas fotos antigas da estação de Sintra mas não consegui ainda apanhar imagens actuais.

pedro macieira disse...

Esta foto é muito curiosa, de 1916,(só posteriormente à publicação do post,consegui saber a data da foto),também o eléctrico parado em frente da estação torna a imagem mais interessante.È pena que hoje o eléctrico não passe da Estefânea, e não tenha voltado a partir da estação.
Um abraço

Anónimo disse...

Boa noite.
Penso que a foto é posterior a 1922/1923. Foi nessa data que as plataformas dos carros eléctricos fechados foram fechadas. Quando vieram para Sintra em 1903 eram abertas, tal como estão actualmente os atelados 8 e 10. Outro promenor que reforça da data da fotografia é a porta lateral da estação que só foi construída na 2ª metade dos anos 20, no tempo da Sociedade de Turismo de Sintra, impulsionada por Adriano Júlio Coelho. Valdemar Alves.

pedro macieira disse...

Caro Valdemar Alves,
A data que coloquei em comentário (1916), é a data que está na legenda dessa foto como postal ilustrado, no seu livro pag.44,(embora indicando que é no terminal da Praia das Maçãs, facto que não reparei) mas a legenda está trocada e de facto a legenda correcta indica que a foto é dos anos 20.
Agradeço a correcção.
No arquivo da CML, a foto não está datada.
Um abraço

Anónimo disse...

Sim, tem razão. Na edição em português do livro, surgiram uma série de trocas nas legendas, que foram corrigidas na edição em inglês. Estas eram duas delas. Abraço. Valdemar Alves

Pandora disse...

Não sei que ano é esta foto, mas ainda me lembro da etação do Cacem assim. Aquela casinha era o WC, e onde estava implantado o deposito de água era um pequeno jardim, que até tinha uma porta pequenina. Lá dentro havia um laguito com uma pérgula por cima por onde trepavam umas trepadeiras que agora sei terem sido Maracujás.
A árvore ao fundo serviu-me de sombra muitas veses.
Beijos.

pedro macieira disse...

Pandora,utilizei durante muitos anos a estação do Cacém diáriamente, e o depósito de água era uma das sua imagens de marca.Espera-se que com as obras do Pólis, uma nova e mais moderna estação.O Cacém já merecia há muito tempo uma estação mais moderna e mais segura para os utentes.
Um abraço