sexta-feira, outubro 31, 2008

A Garça-Real do Parque da Pena

Em Novembro do ano passado numa visita ao Parque da Pena, tive oportunidade de fotografar uma Garça-Real no Vale dos Lagos do Parque.

Na Wikipédia é referido que tem hábitos solitários, fora do período de nidificação. Pode ser encontrada normalmente em extensões de água doce com pouca profundidade e também em costas marítimas. Muitas vezes partilha o habitat das cegonhas. Mantém-se imóvel à espera da sua presa que captura com o bico, fazendo um rápido movimento com a cabeça.

Migra curtas distâncias, normalmente não mais do que 500 km, e muitos espécimes permanecem sedentários.

Reproduz-se de Fevereiro a Julho. Nidifica normalmente em colónias, em cima de árvores, perto da água. O seu ninho é chato, em forma de plataforma, semelhante ao das cegonhas. A fêmea põe de 3 a 6 ovos muito claros. Os ovos são cobertos alternadamente pelos dois progenitores durante 25 a 28 dias. Os jovens começam a voar ao fim de 50 dias e abandonam o território dos pais ao fim de 8 a 9 semanas.

quinta-feira, outubro 30, 2008

O voo da Garça-Real no Rio das Maçãs

Na Várzea de Colares no reduzido caudal do Rio das Maçãs, juntamente com os patos ( habitantes naturais daquele espaço), encontrei esta tarde uma Garça-Real. A Garça-Real habita com regularidade as zonas húmidas, desde as margens de estuários, rios e zonas pantanosas de água doce, mas nunca tinha encontrado nenhuma neste local.




A Garça-Real (Ardea cinerea) é a maior de todas as garças existentes no nosso país,com uma envergadura de 175 a 195 cm e com a característica típica de voar com o pescoço enfiado nos ombros e as patas esticadas para trás. A Garça-Real é uma espécie protegida com uma longevidade que chega ao 25 anos.As principais ameaças a esta espécie são a destruição do seu habitat, e a perseguição do homem.

quarta-feira, outubro 29, 2008

A Casa do Eléctrico em Sintra

Inaugurado este mês um novo espaço em Sintra, na reabilitada Vila Alda. Após uma intervenção que orçou os 411,825 Euros , o novo espaço denominado “Casa do eléctrico” ( terminal da linha que actualmente chega só até à Ribeira de Sintra), reabilitou uma moradia tradicional da Estefânia,mantendo o seu anterior aspecto exterior. Do eléctrico de Sintra tem muito pouco, seja em peças de interesse histórico ou mesmo documentação fotográfica sobre aquele meio de transporte, inaugurado em Março de 1904.

No interior um espaço amplo, em que no primeiro piso tem presentemente uma exposição etnográfica sobre “Sintra Saloia” com vários artefactos ligados à produção do famoso vinho de Colares, e que pretende ser um espaço de cultura com exposições rotativas sobre várias temáticas.

Aguarda-se que a “Casa do Eléctrico” futuramente se torne um local onde seja possível reviver através do eléctrico uma parte da história de Sintra, e das etapas da construção da linha que da Vila Velha chegou até às Azenhas do Mar.



terça-feira, outubro 28, 2008

Castelo dos Mouros - Memória descritiva

Acerca das origens do denominado Castelo dos Mouros – construído num rochoso pico da agreste serrania, sobranceiro à Vila de Sintra – pouco se sabe. Ainda que alguns autores remontem a sua fundação ao período visigótico, as primeiras provas documentais reportam-se já à época de plena ocupação muçulmana, concretamente ao século XI. Todavia, será lícito concluir que a edificação do Castelo se tenha verificado anteriormente, talvez no século IX.
Em 1903, D. Afonso VI, Rei de Leão, tomou Sintra aos muçulmanos; dezasseis anos volvidos, Sigurd, príncipe norueguês, saqueou o castelo dos Mouros, que os muçulmanos entretanto haviam recuperado. Também, por essa altura e por breve tempo, o conde D. Henrique o possuiu. No entanto, em 1147, após a conquista de Lisboa levada a cabo por D. Afonso Henriques, o castelo entregou-se voluntária e definitivamente aos cristãos.
D. Afonso Henriques confiou então a guarda da fortaleza a "trinta povoadores", que não eram mais do que uma mera guarnição, aos quais foram concedidos privilégios através de carta de foral, outorgada pelo próprio Rei, em 1154. Foi também para eles que se ergueu, no recinto amuralhado, a primitiva
igreja de São Pedro de Canaferrim.
No entanto, com o contínuo e firme avanço da Reconquista cristã para Sul, o Castelo dos Mouros foi perdendo a sua importância estratégica.


Mais tarde, em inícios da Segunda Dinastia, a consolidação da nacionalidade, a estabilidade social e a reorganização do reino, conduziram ao abandono total da grande fortaleza.
Neste contexto, logo nos começos do século XV transferiu-se a paróquia de São Pedro para a nova igreja edificada no termo da Vila. E, nos finais de quatrocentos, apenas habitavam o sítio do castelo alguns judeus, que aí permaneciam, segregados da comunidade, por ordem régia.
D. Manuel I extinguiu os "grupo minoritários" e, na sequência dessa atitude, o Castelo dos Mouros despovoou-se por completo. Abandonada, a fortaleza sentiu a implacável passagem do tempo e foi-se arruinando. Estado que se agravou «(...) por causa do terramoto de 1755 (...); a maior parte dos muros deste Castello se demoliu em muitas partes» (Memórias Paroquiais, 1758). No século XIX, D. Fernando II aforou a velha fortaleza e procedeu ao seu restauro integral.

In "Sintra património da Humanidade"no site da CMS

domingo, outubro 26, 2008

Cidadania

Jornal "Público" de 26/10/2008

Um conjunto de associações e cidadãos preocupados com Sintra, subscreveram uma carta aberta ao presidente da Câmara Municipal de Sintra, contestando a projectada urbanização de Monte Santos. O Jornal “Público” de hoje dá grande relevo a esta iniciativa.

Carta Aberta

Ex.mo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Sintra,

Professor Dr. Fernando Seara

Em Maio de 2008 esteve em discussão pública o Programa de Acção Territorial (PAT)

de Monte Santos (LT/1362/2006), loteamento resultante de uma parceria entre a CMS e vários proprietários, reunidos num fundo de investimento.

A proposta aponta a construção de um hotel, trinta moradias e um espaço comercial em zona verde fronteira ao centro histórico de Sintra, nas imediações do Palácio Nacional.

Os subscritores desta carta consideram que tal intervenção, por se realizar numa área extremamente sensível, põe em causa a própria identidade da Vila de Sintra,contribuindo para que, em nome do desenvolvimento da actividade turística e de uma “oferta de excelência”, um anel de cimento comece a ganhar corpo em torno doterritório classificado pela UNESCO como Paisagem Cultural da Humanidade.

Projectos como este e outros que o actual Plano Director Municipal (PDM) permite adivinhar, aumentam a pressão imobiliária em torno da Vila e da Serra de Sintra,contribuindo para a descaracterização da envolvente natural e do património ambiental,que fazem deste um lugar tão especial.

A excessiva volumetria do hotel previsto põe ainda em causa a conformidade do projecto com o Plano de Urbanização de Sintra (dito Plano de Gröer) e com o PDM, isto apesar dos documentos em consulta pública apontarem para a conformidade com estes planos, bem como com o previsto no Plano de Ordenamento do Parque Natural de Sintra/Cascais.

A análise do projecto leva-nos a crer que o PAT de Monte Santos vai ao encontro da linha de orientação do actual PDM, que propõe a criação de um contínuo urbano de Queluz ao sopé da Serra, pondo em causa o equilíbrio ecológico e ambiental de uma área muito mais extensa que o concelho de Sintra, bem como a qualidade de vida da população que nela habita.

Esta operação urbanística em Monte Santos surge antes da estarem revistos o PDM e o Plano De Gröer, o que muito estranhamos.

Não compreendemos ainda a urgência na construção de novos empreendimentos,quando existem, no centro histórico e suas imediações – Estefânia, Portela, Várzea,Ribeira, Monte Santos, São Pedro, Chão de Meninos, dezenas de edifícios devolutos que podem ser âncora a uma estratégia de desenvolvimento sustentável, com lugar à criação de habitação e de espaços de turismo de qualidade. Haja, para tal, vontade política.

Face ao exposto, vimos, através desta carta aberta, reclamar junto do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Sintra:

1- A imediata suspensão do PAT de Monte Santos, ficando a revogação da suspensão dependente da adopção de medidas restritivas que garantam a salvaguarda do património natural e edificado, através de uma revisão do Plano De Gröer (em curso) e do PDM (que consideramos urgente).

2- Que esta e outras intervenções similares a realizar no futuro, sejam sujeitas a Avaliação de Impacte Ambiental e à opinião do painel de consultores da UNESCO.

Subscrevem a Carta Aberta

Ana Cristina Carvalho - Eng. do Ambiente, Ana Cristina Figueiredo – Jurista, Ana Matias - Investigadora em Ciências Sociais, André Beja – Enfermeiro, Arménia das Neves Pereira Vital – Aposentada, Carla Luís – Jurista, César Lopes – Museólogo,Eduardo Leite – Arquivista, Eugénio Sequeira - Eng. Agrónomo, Fátima Castanheira – Tradutora, Fernando Sousa – Jornalista, Francisco Amorim (Kiko) -Músico da Kumpania Algazarra, Filipe Pedrosa – Engenheiro, Filomena Oliveira –Encenadora, Filomena Marona Beja – Escritora, Flora Silva - Animadora Social,Galopim de Carvalho - Professor Universitário, Henrique Arede – Geógrafo, Isabel Duarte – Professora, João Cachado - Professor aposentado, João de Mello Alvim –Professor, João Silva – Professor, Jorge Cardoso – Designer, José Alberto Matias -Profissional de Seguros, Liliana Póvoas – Geóloga, Luís Manuel Vital – Aposentado,Luís Martins - Professor/Escritor, Maria Almira Medina - Professora Aposentada.Maria de Magalhães Ramalho – Arqueóloga, Maria José Ferreira – Pintora, Maria Trindade Serralheiro – Documentalista, Miguel Caeeiro (RAM) - Artista urbanoMiguel Ramalho – Geólogo, Paula Mascarenhas - Professora Universitária, Pedro Macieira, Rómulo Machado – Advogado, Rosália Maçã – Professora, Rui Braz-Produtor de espectáculos, Rui Távora - Funcionário Público, Teresa Sampaio –Secretária, Victor dos Reis - Artista Plástico, Victor Ricardo – Aposentado-Associação Olho Vivo, Grupo Ecológico de Cascais, Liga para a Protecção da Natureza, Movimento Cívico Defesa do Parque Natural Sintra – Cascais, Quercus

Sintra, 1 de Outubro de 2008

-Este documento pode ser subscrito, e encontrar toda a informação sobre esta iniciativa-aqui


sábado, outubro 25, 2008

A Igreja do Século XVI da Ulgueira


Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Ulgueira

A fundação da Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Ulgueira data da década de 60 do século XVI, situando-se num época em que a região de Sintra conhecia um interessante surto construtivo, derivado do facto de acolher a Corte por diversas temporadas, e ser desde o início da centúria o destino preferencial das famílias aristocráticas lisboetas (SERRÃO,1989,p.54).


Embora esteja actualmente muito descaracterizado devido a uma campanha de obras setecentista, este templo é definido como uma "característica construção maneirista" (Idem, ibidem).
Da estrutura original conserva o portal, datado de 1566, que se constituí como o elemento de maior destaque do templo pela erudição do seu programa. Edificado segundo um esquema serliano, apresenta portal de volta perfeita, alteado, inserido num frontão recortado decorado por urnas, mascarões e cartelas roll werk, inspirados nas gravuras de grotesco flamengas (Idem, ibidem).


O programa decorativo da capela-mor da igreja data de finais do século XVIII, sendo o espaço revestido por painéis de azulejos dedicados a temas da Vida da Virgem, nomeadamente a Anunciação, o Casamento da Virgem, São Joaquim e Santa Ana.


O retábulo, em talha dourada, data da mesma época, e o tecto de madeira que cobre a capela é abobadado e pintado com medalhão de Nossa Senhora da Conceição e ornamentos vegetalistas. Tanto o retábulo-mor como o tecto de madeira foram restaurados entre 1994 e 1996 pela Escola Profissional de Recuperação do Património de Sintra.
Catarina Oliveira

IPPAR/2006

Texto do site do Instituto Português do Património Arquitectónico

Acções em curso para a requalificação da Igreja

Com o intuito de angariar fundos para a recuperação da Igreja, Os Amigos da Igreja da Ulgueira,em 26 de Julho, organizaram um concerto musical com a soprano Teodora Gheorghiu, a pianista Joana Barata e o Guitarrista Bruno Ribeiro (guitarra clássica).

A Câmara Municipal de Sintra , atribuiu o montante de 35,000 Euros para apoiar a obra de requalificação da Igreja da Ulgueira (J.de Sintra de 29 de Agosto 2008).

Também o blogue “Ulgueira Viva” dá noticia das actuais intervenções do IGESPAR, no sentido do inicio das obras se iniciarem no mais curto espaço de tempo.

sexta-feira, outubro 24, 2008

Palácio da Pena


Palácio da Pena em Cintra.Entrada do Parque

"Cintra com todas as suas bellezas naturaes e artísticas, está de tal forma cantada e descripta, em todos os tons e com todas as côres, desde o que ha demais sublime na poesia, até ao que ha de mais banal na rhetorica, que já agora dispensamo-nos de escrever duas ou tres columnas a proposito da pequena gravura que hoje figura nas paginas do Occidente.

Representa ella a entrada do magnifico parque do palacio da Pena, de sua magestade sr. D. Fernando. Verdadeiramente a Pena não é hoje um palacio, é mais do que isso, é uma filagrana de pedra collocada no alto d’uma montanha: é uma mansão phantastica que top?ta com as nuvens, e que parece mais uma visão d’um sonho do que uma creação humana. Póde rivalisar com o que ha de melhor do seu genero em toda a Europa ou mesmo em todo o mundo.

O parque e palacio da Pena, filhos do bom gosto de el-rei D.Fernando, podem reputar-se as mais notaveis curiosidades do paiz."(...)

Occidente- Revista Illustrada de Portugal e do Estrangeiro, Nº39 de 1 Agosto de 1879

quinta-feira, outubro 23, 2008

Colares em porcelana

Por mero acaso encontrei um folheto de 2006, com a apresentação de uma curiosa colecção de pratos em porcelana com “um filete de ouros de 18 quilates” e com desenhos “pirogravados na porcelana a mais de 740ªC”,alusivos a Colares.

Os pratos com os seis “deslumbrantes motivos”, em “Obra jamais vista que faz viver a alma de Colares” são estes:


1:Igreja Matriz

2:Centro de Saúde

3:Caves Visconde de Salreu

4:Bombeiros

5:Caves de Colares (Adega Regional)

6:Correios


quarta-feira, outubro 22, 2008

Da Ardósia ao Magalhães

Nos anos 50 os alunos da Instrução Primária em Portugal usavam a ardósia para os seus exercícios escolares- 58 anos depois, chega às salas de aulas do 1º ciclo do Ensino Básico o computador “Magalhães”.

Entretanto em 1982 chegou a nossas casas o "Spectrum", uma revolução na utilização de computadores domésticos, o que permitiu a muitos de nós o acesso à linguagem de programação Basic, e também longas horas de entusiasmantes jogos, hoje superiormente substituídos pelas consolas; “Playstation”(1994), “Xbox”(2001), etc.


O “Magalhães” terá de certeza efeitos positivos nesta geração que agora inicia o seu percurso escolar. A Internet que nos anos 80 não existia é mais um factor a possibilitar a chegada do conhecimento em tempo real às salas de aula através do “Magalhães”. Os professores tem um papel importante na integração desta nova ferramenta, agora em número igual aos dos alunos em cada sala de aula – preparar esta geração para os desafios técnológicos que irão surgir cada vez com maior frequência, numa altura em o que a realidade já ultrapassou o que os mais velhos consideravam ficção cientifica.

Especificações técnicas do Magalhães

Processador Intel (a partir de 900Mhz)

Disco rígido de 30 GB (Windows XP e Linux)

1 Gigabyte de memória RAM (DDR2

LCD 8,9"

Eth 10/100, Wi-Fi, 2 portas USB, Leitor SD

Bateria de 4 células

Webcam

Colunas de som

Microfone incorporado

Resistente ao choque

Teclado resistente ao derrame de líquidos

O preço para os alunos será de 50 euros, para o escalão C será de 20 euros e para os escalão A e B será gratuito. A distribuição do “Magalhães” faz-se no âmbito do programa “e-escolinha e está previsto a distribuição de 500 mil computadores até ao final do ano.


*Foto da ardósia encontrada no site : O mundo faz de conta

*Foto do "Magalhães" encontrada no site: Kerodicas

terça-feira, outubro 21, 2008

Novo Espaço Llansol em Sintra

Foto do blogue Espaço Llansol

A Câmara de Sintra aprovou, em reunião do Executivo, atribuir um subsídio de dez mil euros de apoio financeiro com o objectivo divulgar o espólio literário de Maria Gabriela Llansol, contribuindo desta forma para o conhecimento, preservação e valorização deste património.

No acto de assinatura do protocolo entre o Espaço Llansol e a Câmara Municipal de Sintra, foi atribuída a Maria Gabriela Llansol, a título póstumo, a Medalha Municipal.


É perto do edificío da Câmara Municipal que vai existir o novo espaço Llansol em Sintra

-Fotos do blogue Espaço Llansol

O Espaço Llansol é o jardim que o pensamento permite.*

“Largo da Câmara Velha (onde por nós esperava quando o grupo se reunia em Colares, naquela que baptizou de «Casa da Saudação», sentada ali fora nos degraus da coluna com a esfera armilar, a olhar o Parque da Liberdade e o Castelo dos Mouros, ou inventando sabe-se lá que viagens para o seu texto, sempre de caderno no regaço); e essa periferia do mundo prolongava-se depois pela Volta do Duche, a serpentina verde debruada de grandes árvores por onde tantas vezes ia à Vila Velha, e que lhe oferecia matéria de escrita, de que adiante darei testemunho”

Texto do blogue Espaço Llansol

Maria Gabriela Llansol vivia em Sintra desde 1980 e a sua casa em Colares era um espaço discreto como a sua postura na vida.

Espólio literário de Maria Gabriela Llansol, falecida aos 76 anos, em 3 de Março de 2008, foi doado à Associação de Estudos Llansolianos, criada em 2006 para estudar a obra da escritora.

Maria Gabriela Llansol deixa obras como "O Livro das Comunidades" (1974), "Causa amante" (1984), "Um falcão no punho" (1985) e "Um beijo dado mais tarde" (1990). «Lisboaleipzig» (1994) e «Amigo e Amiga», vencedor do Grande Prémio de Romance e Novela da APE 2006.

*Na Carta de Princípios do “Espaço Llansol” na Internet

segunda-feira, outubro 20, 2008

Equipa de Orientação da Escola da Sarrazola de Colares premiada na Gala do Desporto Escolar -2008

A equipa de Orientação da Escola da Sarrazola-Foto do Blog Noticias da minha Freguesia

A Gala do Desporto Escolar -2008, que decorreu na última Quinta-feira, na Escola Secundária Luís Freitas Branco em Oeiras, e que visava a atribuição de prémios a entidades que se distinguiram no âmbito do desporto escolar - premiou a Equipa de Orientação da Escola da Sarrazola de Colares constituída por: Rebeca Assunção, Joana Macieira, Carolina Moreira, Marta Ferreira e Vera Miranda, pelo brilhante desempenho no Campeonato do Mundo de Orientação,disputada em Edimburgo, em de Abril de 2008 - obtendo uma medalha de ouro individual e outra de bronze colectivamente.

A Gala deste ano, distinguiu ainda, na categoria "Especial", o professor José Branco, João Ganço (treinador de Nélson Évora) e os atletas Vanessa Fernandes (triatlo), João Gomes (esgrima) e Susana Feitor (marcha).

sábado, outubro 18, 2008

Tributo a José Fernandes o " Poeta Cavador" do Mucifal

Quem foi José Fernandes Badajoz?

Muita gente, não esquecida ainda das velhas emissões de J. O. Cosme, irá relembrar, com saudade, este jovem simpático e modesto, de voz límpida e bem timbrada. Nascido há 63 anos, de Pais campesinos, numa aldeia, ao tempo, essencialmente agrícola, José Fernandes deixa-se de tal modo seduzir pelo campo que nem a ARTE, com todo o fascínio, consegue arrancá-lo do seu MUCIFAL. Dá-se, integralmente, ao campo e à sua magia. Nos seus poemas e na melodia que os obriga e os embala como mãe, presente sempre a vida simples, pura e honrada do CAVADOR, o seu primeiro POEMA, o seu POEMA de sempre, a sua Bandeira, o seu Hino, o seu Sol até ao último dia.

Vive no campo, vive do campo, nos seus versos, na sua música, tudo é campo:

“PORQUE GOSTO DESTA LIDA NUNCA A PODEREI DEIXAR”

Texto de apresentação de José Fernandes, no seu disco (LP) editado em Janeiro de 1984


Post relacionado:

Figuras do Mucifal- José Fernandes Badajoz o Poeta Cavador-aqui

BELA VISTA (1942)
Música de Augusto Viegas, Letra e interpretação de José Fernandes Badajoz

sexta-feira, outubro 17, 2008

O dia da inauguração do Posto Escolar do Mucifal


No "Jornal de Sintra" nº 309, de Fevereiro de 1940
No dia 31 de Janeiro de 1940 a Comissão de melhoramentos do Mucifal, constituída por Inácio Fernandes Badajoz, António José Padesca, José Henriques Correia, Manuel Souto Rodrigues, Abel Simões de Carvalho Sobrinho, António Jorge e a colaboração de várias outras pessoas entre as quais Francisco dos Santos Júnior, levou a efeito a inauguração do Novo Posto Escolar do Mucifal. É esta cerimónia que é noticiada pela pena do jornalista do “Jornal de Sintra” nº309 de Fevereiro de 1940.

Estado actual do edifício onde funcionou o Posto Escolar do Mucifal inaugurado em 31 de Janeiro de 1940

Posto Escolar do Mucifal

(...) Estava velha e carunchosa, como tal imprópria para a delicada função, a que havia ser destinada, há anos a casa do Posto escolar do Mucifal. A Câmara Municipal de Sintra entendeu, e muito bem, substituí-la por outra que oferecesse melhores condições. Alugou para isso, um prédio, presentemente à srª D. Rosa França Santos, que esta senhora fez transformar completamente, dotando-a com um salão de 9 metros e meio: com 4 janelas amplas um vestiário em cimento armado, lavabos etc., nem sequer faltando um belo quintal, murado para o recreio das crianças.(...)

(...) No topo de um mastro, colocado à entrada de uma escadaria exterior que dá para o salão da escola, a Bandeira Nacional, tremulando ao vento. Muitas flores e plantas ornamentais, embelezando o templo bendito da Instrução. Quadros, nas paredes, baseados em factos, do Estado Novo. Um crucifixo de Cristo, ao fundo junto à secretária da mãe espiritual das criancinhas do Mucifal. A «Cartilha Maternal», de João de Deus; etc.


Página da "Cartilha Maternal" de João de Deus
César Santos pintou, a gosto, a tabuleta com o escudo Nacional que cá fora pende da parede asseada. Povo muito povo aguarda com ansiedade a hora da chegada dos convidados de honra e das autoridades.Forma-se o cortejo, que se dirige até à sede da Tuna Recreativa do Mucifal. Á frente as meninas nas suas batas brancas, constituindo um «bouquet» de flores humanas que apetece beijar. São mais de 30. E a respectiva professora, a srª D. Ofélia das Candeias Santos; depois os rapazes, também número superior a 30.E a respectiva professora srª D.Maria Rita de Albuquerque Bátista.A Tuna. E o povo – muito povo.
Chegam os Bombeiros de Colares. E a Junta de Freguesia de Colares; os professores de Almoçageme e Colares...(...)
Jornal de Sintra nº 309 de Fevereiro de 1940

quinta-feira, outubro 16, 2008

Capela Circular de S. Mamede de Janas e o culto de Diana

Capela Circular de S.Mamede de Janas
Extracto de “VESTÍGIOS DO CULTO DE DIANA EM PORTUGAL” da autoria do Dr. Fernando Castelo-Branco
(...)Em diversas cerimónias religiosas, ainda hoje praticadas no nosso país, se podem assinalar vestígios e sobrevivências desse culto pagão. Uma superficial e rápida pesquisa revelou-nos imediatamente a existência de várias festividades religiosas em que a influência desse antigo culto é manifesta, sendo evidente que devemos estar perante casos de cristianização de cultos pagãos, neste particular, do culto de Diana.


Uma das mais curiosas dessas festividades e que melhor evidencia a sobrevivência do culto da deusa é a de S. Mamede de Janas. Trata-se duma romaria que se realiza na ermida de S. Mamede, na povoação de Janas, a cerca de 3,5 k. ao norte de Colares, nos dias 15 e 16 de Agosto de cada ano. Os lavradores da região, e mesmo das zonas mais afastadas, como por exemplo de Torres Vedras, aparecem aí nesses dias, acompanhados do seu gado – bois, burros e cavalos – e até de animais domésticos. Chegam em geral pela manhã, dão três voltas à igreja no sentido inverso ao dos ponteiros do relógio e vão depois descansar. Antigamente entravam mesmo dentro da igreja com o gado.
À tarde fazem o pagamento das promessas e recebem então as fitas coloridas com que enfeitam o gado e o ex-voto que vão colocar junto da imagem de S. Mamede.
Estes pormenores coincidem extraordinariamente com as características do culto de Diana. Esta deusa, filha de Júpiter, recebeu de seu pai, juntamente com Febo, o domínio das florestas e dos bosques:

«Phoebe, silvarumque potens Diana,
lucidum coeli decus,……………….

(Febo, e tu Diana, rainha das Florestas, glória brilhante do céu…)

Aparece-nos como uma divindade ligada às florestas, à caça e protectora dos animais . E uma inscrição de Sagunto refere-se a

DIANAE MAXIMAE
VACCAM OVEM ALBAM PORCAM
…………………ONS…………………

................
…………………………………………
pela qual se vê que protegia também os animais ligados com ávida agrícola. A principal festa em sua honra tinha lugar nos idos de Agosto, isto é, no dia 13.

Muito significativo é ainda o facto do culto de S. Mamede, em Janas, e com as actuais características, ser deveras antigo, podendo documentar-se a sua existência em épocas recuadas. Assim um trecho da obra de D. Francisco Manuel de Melo, datada de 1657, que ainda não vimos evocada até agora a este propósito, é concludente. Escreveu o grande polígrafo seiscentista: «Porem agora, que huma Corte tão luzida, como a da nossa Lisboa; a qual não há inveja a nenhuma Christandade, vos anda à roda sempre, como gado vacum, em torno da Ermida de S. Mamede, que podeis envejar que não seja vicio?»

Temos portanto que, em pleno século XVII, o culto a S. Mamede, em Janas, era deveras semelhante ao que ainda aí se pratica nos nossos dias. E mais ainda: um documento do século XV prova-nos que nessa época era S. Mamede o patrono dos gados, especialmente vacum, e que na capela de Janas os lavradores pagavam muitas promessas pela protecção dispensada por esse Santo aos seus animais: «no termo da dicta ujlla (de Sintra) há huua ermjda do orago de sam Mamede (…) a quall ermjda he de tanta deuoçom que uem asy a ella em Romajem muyta gente do termo da dicta ujilla como dos outros lugares e termos em os quaaes que per suas deuaçoees hofereçem ally seus gaados e mujtos delles em louuor de Deus e do dicto santo por seus gaados Receberem saúde qua… quer boy ou uaqua he em seu termo o oferecem… santo nesta maneira que Recebendo saúde o dicto boy ou uaqua que os dictos seus donos se syruam delles atee os ditos gaados não serem pêra serujr e depojs do dicto tempo os darem ao dicto santo». (...)


Texto integral de “VESTÍGIOS DO CULTO DE DIANA EM PORTUGAL” aqui

Post relacionado:

-Capela Circular de Janas

quarta-feira, outubro 15, 2008

Moinhos de Vento


Em A-Dos-Eis, no alto de uma colina com o Oceano Atlântico pela frente - localidade situada entre Fontanelas e o Magoito - existem três robustos moinhos de vento dispostos a desafiar qualquer D.Quixote.

Conhecidos como Moinhos do Militão, nome do proprietário e moleiro segundo informa o ZM do blog “Arrumário”, encontram-se em bom estado e aparentemente a funcionar, e uma mais valia na paisagem daquele local.



-Saber mais sobre Moinhos de Vento -aqui

segunda-feira, outubro 13, 2008

A exposição “100 ANOS DA REGIÃO DEMARCADA DE COLARES” prolongada até ao fim do ano

Dada a elevada afluência de público, a Câmara Municipal de Sintra decidiu prolongar, até ao final do ano, a exposição “100 Anos da Região Demarcada de Colares – 1908/2008”, patente na Adega Visconde Salreu, em Colares.

Fonte:CMS


Aos Domingos, das 16h00 às 18h00, decorrem provas de vinhos.
Horário:
Sex e Sáb das 16H00/22H00
Dom das 16H00/20H00

Adega Visconde de Salreu
Av. do Atlântico
Colares
Tel. 21 923 61 20
Entrada livre



Post relacionado:
-Exposicão dos 100 anos da Região demarcada de Colares-aqui

domingo, outubro 12, 2008

Porque hoje é Domingo...

Imagens do "Rally Histórico de Portugal" na noite de Sintra

A notória animação na passagem dos bólides na entrada da estrada florestal dos Capuchos a caminho do final da prova.





Classificação final provisória: 1.º José Grosso-João Sismeiro (BMW 2002), 434,8 pontos; 2.º Aitor Pereda/Victor Garay (Alfa Romeo 1750 GTV), a 12,6; 3.º Nuno Rodrigues-Ana Queiroz (BMW 2002), a 25,9; 4.º Jose Zarate-Diego Gonzalez (Porsche 911), a 42,4; 5.º Pedro Jerónimo/Carlos Hipólito (Porsche 911), a 29,4; 6.º José Lareppe-Joseph Lambert (Opela 1904 SR), a 90,5; 7.º Juan Breda-Angela Hoz (Ford Escort), a 110,7; 8.º Paulo Grosso-Susana Cordeiro (Ford Escort), a 125,1; 9.º Gustavo Martel-Nicolas Sanchez (Porsche 911), a 149,7; 10.º João Mexia Leitão-Nuno Machado (Porsche 911), a 215,8; etc.