quinta-feira, abril 19, 2018

O regresso da Garça da Várzea de Colares

Nos últimos dias temos tido a sorte de reencontrar e registar a presença  da Garça-real que acompanhamos há muito tempo.
. Desde o início do anos (Fevereiro), tinhamos notícia  de algumas visitas à Várzea de Colares, mas não a sua permanência como era habitual.
Voltou aos seu locais de eleição e a  alimentar-se no rio das Maçãs, já que o caudal com as últimas chuvadas, o fez aumentar.
Com um aspecto saudável , o que demonstra que sendo uma garça solitária, continua a ter uma vivência feliz nesta região.

Fotos em Abril de 2018

quarta-feira, abril 18, 2018

O Eéctrico nº1

O eléctrico nº1,um exemplar de 1903 de carroçaria aberta com lanternim, com a capacidade de 44 lugares (32 sentados e 12 em pé).
Nas imagens o nº1, na passagem pelo Mucifal a caminho de Sintra.

-Fabricado pela J.G. Brill, Company, de Filadélfia, em 1903, foi restaurado em 1979 e assegurou o percurso no troço entre o Banzão e a Praia das Maçãs de 1980 a 1985.
Nota:
Dados recolhidos de “Eléctricos de Sintra um percurso centenário” de Júlio Cardoso e Valdemar Alves
Post relacionado:
-Os 103 anos do Eléctrico da Praia das Maçãs-pressionar

segunda-feira, abril 16, 2018

Coisas de Colares

Sobre as Águas minerais do Monte-Banzão de  Inocêncio Joaquim Camacho Rodrigues
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    A casa "Camacho" no Banzão, nº40 da Avenida Atlântico

A "Casa Camacho", do Banzão foi mandada construir pelo Professor Inocêncio Camacho Rodrigues, Governador do Banco de Portugal, 2 de Abril de 1911 – 30 de Junho de 1936, (Moura, São João Baptista, 23 de Maio de 1867 — Lisboa, Santos-o-Velho, 11 de Setembro de 1943.

O proprietário da "Casa Camacho", também explorava uma nascente de água minero-medicinal que possuía no Monte  Banzão, com origem numa nascente  do pinhal da Nazaré e canalizada para uma fonte (Fonte Maria), que  nos nossos dias  se encontra em ruínas. A água minero-medicinal,  do Monte - Banzão, era publicitada como a melhor água de mesa do país.

 Águas minerais do Monte-Banzão/Colares
"Em Colares existiram pelo menos três empresas de comércio de águas.
(...)
Quanto a esta última (Monte-Banzão), sabemos que em 19o5, foi pedida, por Joaquim Camacho Rodrigues, a concessão da água Mineral "Monte-Banzão". Esta água era engarrafada num anexo da casa do proprietário do Monte Banzão , através de um cano de ferro que ligava esse anexo ao poço. A água deixou de ser comercializada em 1913, por diminuição do caudal que se deveu a aluimentos de terras resultantes dos fortes abalos sísmicos de 1908"

De um texto do Prof. António Miranda

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Padaria Flor - Monte Banzão -Actualmente o início da Avenida Atlântico no Alto Banzão

As Águas do Monte-Banzão, nas vésperas da Revolução de 1910
"A morte de Miguel Bombarda, dada a conhecer pela notícia afixadas em O Século, foi como chama que se espalha por Lisboa inteira e a incendeia. Espelhava-se nos rostos a máscara das horas graves, de quem espera um acontecimento grande. Vultos atarefados passavam, cosendo-se com as parede, transmintindo ordens. Os dirigentes republicanos não se vêem. Na manhã de 3 tinham reunido os oficiais comprometidos na Rua dos Correeiros, na Empresa das Águas do Monte Banzão, de Inocêncio Camacho."

Excerto de um texto de José Brandão -aqui

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Anúncio publicado na rev. "Occidente" 1022 de 20 de Maio de 1907

Águas Minerais do Monte-Banzão Identificação -Monte-Banzão Indicações - Aparelho digestivo e rins (Contreiras,1951) Instalações
  - A emergência da água é no fundo de um poço que atravessa as areias (Acciaiuoli,1944) Fracamente mineralizada, radioactiva (Contreiras,1951) Sintra/Colares Alvará de concessão de 30/11/1906, abandonadas em 4/8/1937Bibliografia:Acciauioli 1944, Andrade 1906,Contreiras 1937, Contreiras 1951, Machado 1904,Pestana 1905.

A exploração é suspensa em 1913,  e em 12 de Maio de 1937, é requerido o abandono da exploração.

http://riodasmacas.blogspot.pt/2015/07/foi-voce-que-pediu-um-supermercado-aldi.html

https://pt.wikipedia.org/wiki/Inoc%C3%AAncio_Camacho


domingo, abril 15, 2018

Lord Byron e Sintra

Painel de azulejos, encontrado na parede exterior de uma loja na Vila Velha de Sintra

Oh! Em que variedade labirinto de montes e vales surge o glorioso Eden de Sintra! Ai de mim! Qual a pena ou pincel que reproduzir pode metade, sequer, das suas belezas!

Lord Byron

sábado, abril 14, 2018

Visita à Vila Velha com condicionamento de trânsito nesta sexta-feira

A Vila Velha de Sintra está melhor, talvez excepto para os sintrenses.


O acesso à  Vila Velha, com as novas regras de trânsito provocava  já  algum condicionamento de trânsito,  mesmo já na Estefânia, nesta sexta-feira 13.


Faço minhas as palavras do amigo João Cachado, depois desta sexta-feira ter percorrido a zona condicionada ao trânsito:

"Havendo ainda oportunidade, gostaria de sublinhar a ideia da necessidade da maior contenção relativamente às avaliações «em cima» do acontecimento, ou seja, ainda em pleno período de adaptação às mudanças introduzidas pela Câmara Municipal de Sintra."
João Cachado/ Jornal de Sintra


O  ambiente pedestre...

Tráfego turistico

Olhares:
Vila Velha  acessível actualmente a pedestres -e a turistas.

A ausência de Parques de estacionamento com acesso em transportes públicos ao centro histórico - transforma o tráfego  da Vila num local só visitado por forasteiros.

Com o comércio local já com situações anteriores, de  inflação de preços -  haverá  agora o risco de   aproveitamento das invasões turisticas para  aumentar os negócios  de "souvenirs & afins", alterando a rede de comércio tradicional que  ainda sobrevivia na Centro histórico.



Perigo da Vila Velha se transformar numa Estefânia, ou  alterando o seu ambiente social (como acontece hoje em bairros antigos de Lisboa - com os alojamentos locais, que expulsam os  tradicionais moradores) -  o que já estava a acontecer em Sintra com a proliferação de hostels.

sexta-feira, abril 13, 2018

Sintra, terra de eleição de Manuel Roque Gameiro

«Paisagem » gouache, 1925 -Manuel Roque Gameiro

“Sintra era a sua paixão.E tão grande que, para a reter sempre nos olhos, acabou por aqui comprar uma propriedade aos pés da serra, onde passava, dizia os melhores momentos da sua vida sofredora.”

"Jornal de Sintra", de 3 de Setembro de 1944

Manuel Roque Gameiro, era filho de Alfredo Roque Gameiro, nasceu em Lisboa em 1892, e faleceu, também em Lisboa em 1944. Foi distinguido pela Sociedade Nacional de Belas Artes, autor de vários trabalhos em gravura e caricatura, tendo colaborado nos jornais «O Xulão», «A Capital», suplemento «O Século», o «O Riso», «Noticias Ilustrado» e outros.

Uma grande iniciativa do Jornal de Sintra foi a 1ª exposição de Artistas Sintrenses inaugurada em 14 de Setembro de 1943, participaram vários artistas entre os quais Manuel Roque Gameiro, com desenhos a lápis de cor.

Manuel Roque Gameiro participou ainda na II Exposição de artistas Sintrenses (1944)“embora sem o chamarem, e ele próprio foi colocar os seus quadros, cheio de alegria sincera por, mais uma vez, ser útil à sua terra eleita”-escrevia no "Jornal de Sintra" , Rio Dez, em 3 de Setembro de 1944,num artigo de homenagem a Manuel Roque Gameiro quando da sua morte.

Posts relacionados:
-Sintra nas aguarelas de Alfredo Roque Gameiro-pressionar
-A tribo dos pincéis:/http://www.tribop.pt/TPd/
Notas:
Fotografia e reprodução de "Paisagem", retiradas da "Tribo dos Pincéis"

quinta-feira, abril 12, 2018

Poeta em Sintra



Pobres Rosas de Sintra

Toma essas rosas de Dezembro agora,
Que ao frio, à chuva, esta manhã colhi,
Elas trazem humildes, lá fora,
Saudades da montanha até aqui.

Hão de morrer d’aqui a pouco, embora!
Em cada curva onde o perfume ri,
Trazem mais o terno duma hora,
Que um frágil coração bateu em ti.

Aceita-as pois, mas, como a vida é breve,
E, um dia, perto, leve e branca neve,
Há-de cair sobre o teu peito em flor,

(Não vá Dezembro algum murchar-te o encanto)
Deixa tu que eu te colha agora, enquanto
Tens sol, tens mocidade e tens amor.

Nunes Claro

Nunes Claro (1878-1949)
“ Médico distinto e poeta de rara sensibilidade. Só deixou um livro de versos, “Cinza das Horas”, e um poema . «Oração à Fome», dedicado a Guerra Junqueiro.O mais ficou disperso. Foi também um «pai dos pobres».

No Parque Municipal está gravado na pedra um belo soneto deste médico-poeta.Ali também, tendo como plinto uma rocha, está um busto do poeta, em bronze, da autoria do distinto escultor Anjos Teixeira(filho).

Nunes Claro, nos seus tempos de estudante, foi chefe de uma tertúlia de que fazia parte, entre outros, Ramada Curto e Máximo Brou. Tinha o nome de "Clária"».

Em Obras de José Alfredo da Costa Azevedo

quarta-feira, abril 11, 2018

Olhar Cintra


Cintra, onde as Naiades escondidas
Nas fontes, vão fugindo ao doce laço,
Onde Amor as enreda brandamente.
Nas águas acendendo fogo ardente.


«Os lusíadas» Luis Vaz de Camões

segunda-feira, abril 09, 2018

Efeméride do dia (II)


Batalha de La Lys 9 de Abril de 1918

Presenças na frente de batalha



Fotos de José Augusto Martins e José António da Costa do espólio de Eugénio Germano Baptista.
Infelizmente não foi possível saber  mais dados do percurso militar destes dois expedicionários.

 Carlos Ferreira
Fotos enviados por gentileza de Rafael Rodrigues, bisneto de Carlos Ferreira

Foto 1- Carlos Ferreira, 3º a contar da esquerda, sentado, em França em 6/01/1918



Foto 2 - Carlos Ferreira em 5/9/1917

Foto 3-Carlos Ferreira é o condutor em Tourville, França em Agosto de 1919


Publicações da Época

"Apresentado em conselho de ministros o pedido de cooperação feito pelo Governo Britannico nos termos a que me referi, o ministro da Guerra, sr. Pereira d'Eça, foi de opinião que o material de guerra que fossemos levados a fornecer á Inglaterra deveria de qualquer modo ser acompanhado de forças correspondentes e, por outro lado, que o concurso que a Inglaterra nos pedia, de uma arma só, era de natureza a provocar susceptibilidades entre os representantes das outras.
(...)
Ministro da Guerra de Portugal, se apressou a dirigir então ao nosso Governo um pedido de concurso que não excluía nenhuma das armas do exercito portuguez. Esse documento  tem a data de 10 de outubro de 1914 e apezar de afirmação que o sr. Brito Camacho (1) renovou no ultimo congresso do seu partido de que o legitimo orgulho da Inglaterra » a impediria de fazer similhante pedido sponde  sua, ou espontaneamente, esse pedido é formulado no referido documento em termos tão isemptos de orgulho e tão lisongeiros para o amor próprio nacional, que não suponho existia outro igual no archivo do ministério dos Negocios Estrangeiros."
*Ortografia  conforme texto original
In "Portugal perante a Guerra"/João Chagas/1915

*(1)Brito Camacho-Manuel de Brito Camacho foi um médico militar, escritor, publicista e político que, entre outros cargos de relevo, exerceu as funções de Ministro do Fomento e de Alto Comissário da República em Moçambique. Fundou e liderou o Partido Unionista.(nota do blog).

Posts relacionados:

*Efeméride - Centenário 1ª Grande Guerra  1914-18
http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/07/efemeride-centenario-da-1-grande-guerra.html
*Efeméride - Centenário 1ª Grande Guerra 1914-18 II
http://riodasmacas.blogspot.pt/2014/07/efemeride-1-grande-guerra-1914-18-ii.html
100 anos da batalha de La Lys
http://riodasmacas.blogspot.pt/2018/04/efemeride-do-dia-batalha-de-la-lys-9-de.html

domingo, abril 08, 2018

Efeméride do dia - Batalha de La Lys 9 de Abril de 1918



Em 28 de julho de 1914, a ocupação da Sérvia pelas forças do Império Austro-Húngaro marcava o início de
 um conflito que rapidamente se propagou, num esquema de alianças que dividiu o mundo em dois, alterou
o curso da história e constituiu, para muitos autores, a verdadeira entrada na contemporaneidade.

Portugal acabou por abandonar a neutralidade inicial, em parte pela necessidade de afirmação da

 jovem República (proclamada 4 anos antes) no contexto internacional, em parte pela necessidade
     de defesa dos seus interesses coloniais em África. África foi, de resto, o primeiro palco de
 guerra das tropas portuguesas, que desde setembro de 1914 se viam envolvidas em combates fronteiriços
 no Sul de Angola e no Norte de Moçambique, embora só em 9 de março de 1916 a Alemanha nos declarasse
 oficialmente guerra.

Só em princípios de 1917 se inicia o envio de tropas portuguesas para a Flandres, com o primeiro

contingente do Corpo Expedicionário Português (C.E.P.) a embarcar, em janeiro, a bordo de
três vapores ingleses. Este exército, composto por cerca de 30.000 homens, foi sujeito a uma instrução
 preparatória intensiva de nove meses, sob a direção do então ministro de Guerra, o general Norton
de Matos. Ficaria conhecida como "Milagre de Tancos". Visivelmente mal preparado e equipado,
o C.E.P. sofreu pesadas baixas, sendo tristemente célebre a data de 9 de Abril de 1918, que assinala
 a Batalha de La Lys




Equipamentos  militares da época

Máscara anti-gás e fardamento de um modelo de um soldado escocês da 51st Higland Division, que chegou a França em Maio de 1915.

Colecção particular @RiodasMaças
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sábado, abril 07, 2018

Autarcas exigem início de obras nas Estrada Nacional 247 em Galamares


Desde Novembro de 2017, que  existe condicionamento de  trânsito  na EN247,na zona de Galamares, devido a queda de um muro, fazendo-se a circulação por uma única via. A circulação é orientada por semáforos, que provoca filas de kilómetros aos fins de semana e afecta diáriamente centenas de automobilistas que  utilizam aquele percurso.

Imagens da TVI24
Motivo de ter acontecido uma manifestação de autarcas hoje, no local - exigindo o início de obras às Infaestruturas de Portugal, que assumiu a responsabilidade da obra, impedindo a CMS de as fazer, segundo afirmou Basílio Horta, no local.


Face à contestação dos autarcas hoje na Estrada Nacional 247, segundo o Diário e Notícias, a IP, foi obrigada a justificar a sua posição sobre o início da obra:

"A Infraestruturas de Portugal (IP) perspetivou hoje iniciar as obras de reparação do piso da Estrada Nacional 247 (EN247), em Sintra, durante o mês de maio, resolvendo os condicionamentos de trânsito que têm afectado aquela via desde novembro."
https://www.dn.pt/lusa/interior/ip-perspetiva-inicio-das-obras-na-en247-em-sintra-para-maio-9240142.html

sexta-feira, abril 06, 2018

Como ajudar a combater a extinção das abelhas

COMO AJUDAR A COMBATER A EXTINÇÃO DAS ABELHAS:
Texto via A Senhora do Monte


Como certamente já ouviu falar, nos últimos anos tem-se registado uma perda significativa dos enxames de Abelhas naquilo a que se chama o síndrome de colapso da colónia. Apesar de não se saber a razão exacta muitas hipóteses são apontadas: utilização extensiva de pesticidas, perda de habitats naturais, redes electromagnéticas, um vírus ou doença ainda não detectada, as próprias práticas apículas convencionais, etc.

Em todo o caso, a perda da biodiversidade e dos habitats naturais é uma realidade que afecta todas as espécies vivas no planeta, sendo as Abelhas um caso especial pela sua importância no equilíbrio dos ecossistemas – devido ao seu grande papel de polinizador natural.

Mais que adoptar um enxame pode participar num planeta com mais biodiversidade, ajudando os restantes seres vivos – neste caso as Abelhas – a sobreviver e a prosperar. Basta equacionar no seu jardim ou na sua horta plantas que são especialmente atractivas para Abelhas pela qualidade do seu pólen, a sua sazonabilidade, etc. Estas são algumas plantas que recomendamos, sendo que as pode conciliar com utilização em medicina herbal, tempêros, arranjos florais, ou mesmo em consociação na sua horta.

Fonte : A Senhora do Monte

Texto  A Senhora do Monte, um blog e uma página: do Facebook   www.facebook.com/asenhoradomonte


quinta-feira, abril 05, 2018

Figuras do Mucifal

Francisco Canadas -postal antigo finais do séc.XIX

José Alfredo da Costa Azevedo no Volume -Litoral e Planície Saloia-divulga o nome e imagem do” primeiro homem que vendeu fruta na Praia das Maçãs – o Francisco Canadas – que era do Mucifal.” Traçando um curioso retrato deste Mucifalense dos finais do século XIX:

“vestindo retintamente à saloia:barrete de borla, colete desabotoado sobre a camisa e a tradicional cinta a segurar as calças e a aconchegar a barriga, tal como usava o Prego*; cesto no braço esquerdo. E a, completar o «quadro»,o rosto ornado por fartas suíssas(...)e, assente no ombro, a sua enxada, que, pelo aspecto, mostra o pouco tempo esteve num canto da adega e, antes pelo contrário, indica que removeu muita terra”
*Manuel Prego: Um dos primeiros edificadores da então Vila Nova da Praia da Maçãs, onde se instalou com uma taberna-

quarta-feira, abril 04, 2018

Postal com Eléctrico da Praia das Maçãs

O eléctrico de Sintra foi inaugurado há 114 anos, a 31 de Março de 1904, com o material circulante encomendado à J.G.Brill Company (Estados Unidos).O percurso, com uma extensão de 8.900 metros, foi prolongado a 10 de Julho desse ano até à Praia das Maçãs, totalizando uma extensão de 12.685 metros. Mais tarde, a 31 de Janeiro de 1930, o eléctrico chegou às Azenhas do Mar.
Na sua já longa vida, o eléctrico, parte integrante da bela paisagem de Sintra, tão acarinhado pelas populações que o vêem passar às suas portas há mais de cem anos, teve ao longo da sua exploração algumas paragens , felizmente sempre retomadas.
O eléctrico da Praia das Maçãs acompanhou diversos ciclos da nossa história. A 1ª tentativa de construção da linha de caminho de ferro entre Sintra e Colares foi em 1886, reinava então D. Luis.
A 2 de Julho de 1900, é constituída a Companhia de Caminho de Ferro de Cintra à Praia das Maçãs SARL, ainda em monarquia, no reinado de D.Carlos.
Anos mais tarde a empresa sofre uma alteração e passa a denominar-se “Cintra ao Oceano”, em 1904 , já no fim do regime monárquico, e mantém-se até 1914, já em pleno regime Republicano, com os eléctricos pintados de amarelo.
A cor azul, surgiu com a Companhia Sintra Atlântico (1914-1975), posteriormente consequência das privatizações que aconteceram após o 25 de Abril de 1974, tendo sido integrada na Rodoviária Nacional (1976-1995).
Em 1995, já em plena democracia, com a onda de privatizações na altura, é adquirida pelo grupo Barraqueiro, que vendeu 20% do capital ao grupo britânico Stagecoach Holding, que acabou por pintar os eléctricos de vermelho.
Nos nossos dias o eléctrico renasceu a partir de 1996, em várias fases , recuperando-se inicialmente o troço Estefânia, Ribeira de Sintra e inaugurando-se posteriormente o troço entre a Ribeira de Sintra e o Banzão a 30 de Outubro desse ano. A passagem da exploração para a Câmara Municipal de Sintra, permitiu retomar a circulação em 2001, e mais tarde fazer chegar de novo o eléctrico à Praia das Maçãs.
Foto em 3/04/2018

Horário de Primavera 2018
http://riodasmacas.blogspot.pt/2018/03/horario-de-primavera-2018.html

terça-feira, abril 03, 2018

Visita nocturna ao MASMO a 13 de Abril


Na noite do próximo dia 13 de Abril, sexta-feira, o Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas irá organizar uma visita nocturna.
"Com esta visita – articulada em torno de antigas superstições pagãs – o Museu tem como objectivo assinalar esta noite assombrada pelo espectro do azar integrando os monumentos expostos com crenças que mergulham fundo as suas raízes na Antiguidade."
Fonte:MASMO
Funcionamento: Sexta-feira, dia 13 de Abril, três sessões nocturnas às 21.00, às 22.00, e às 23.00.


domingo, abril 01, 2018

Imagens das cheias de 1983 no "Cantinho da Várzea"


O "Cantinho da Várzea", que utiliza o seu espaço para algumas exposições temporárias de pintura, tem agora uma colecção de fotos, que testemunham as cheias de 1983  que atingiram Sintra em  Novembro de 1983.

Havendo poucos registos fotográficos das cheias de 1983 em Colares, as fotos cedidas por um cliente: José Cabeça-  e agora disponíveis publicamente, são de grande interesse para se ter a noção  das consequências .do temporal daquele ano.

Testemunho ficcionado  de Fernando Morais Gomes, no blog Reino de Klingsor


"Luís decidiu ir ver os tais estragos. Desceu o pinhal de Janas, de bicicleta, saído o Mucifal, uma massa de água suja e detritos cobria toda a várzea. Entre maçãs e damascos pululavam desgovernados fogões, mesas, roupa e lixo, junto ao rio a água subira três metros, até os carros dos bombeiros estavam alagados. Passando o Cantinho com água pela cintura, quis ver o mar na Praia Grande, mas a ponte ruíra e só por Almoçageme se chegava. Em casa de Ângela, nada sucedera, no Penedo, porém, árvores caídas denunciavam a revoada, um rádio a pilhas dava nota de grandes estragos em Sintra. No Jamor e Ribeira das Jardas, a água galgara as linhas de água, castigando as construções em leito de cheia.
Com o passar do dia, a coisa adensava: todos os galináceos da Ermelinda afogados, a Jacinta sem casa, até a cama foi na enxurrada, a paróquia acolhia alguns desalojados, dando-lhes leite e cobertores, cancelada a festa de anos, o engenheiro e a mulher foram ajudar os vizinhos.(..)."


sábado, março 31, 2018

Apanha do mexilhão na Sexta-feira Santa

Apanha de mexilhão, durante a Páscoa  é uma tradição familiar  que ainda continua  bastante viva  em toda a costa sintrense - embora obrigando a correr alguns riscos.
Esta festividade comemora-se na altura do Equinócio de Primavera, que provoca marés muito baixas. Este facto, associado à crença cristã de não se comer carne na Páscoa, acabou por criar a tradição de, na manhã de Sexta-feira Santa, da apanha do mexilhão. Na zona do Mindelo /Praia das Maçãs a apanha iniciou-se cedo na manhã de hoje, conforme as fotos testemunham

Fotos no Mindelo/Praia das Maçãs-30/03/2018 


sexta-feira, março 30, 2018

Capela de Nossa Senhora das Dores no Mucifal (reedição)

Primeira página do "Jornal de Sintra" de Janeiro1942
Mucifal situado na margem direita do rio das Maçãs,(ribeira de Colares), não tem no seu património monumentos que possibilitem grandes referências. A sua Capela, e seu Largo , são sem dúvida a sua maior referência, tendo ao lado o Mercado, obra recente mas com um bom enquadramento no local.

O Largo do Mucifal ,(Largo Nossa senhora das Dores), conhecido por forasteiros e da população dos seus arredores, pelas festas que aí se organizavam durante o Verão. O Largo   sofreu obras de embelezamento, que alteraram o seu aspecto tradicional, onde existe um busto de umas das figuras mais emblemáticas do Mucifal ,José Fernandes Badajoz o” Poeta Cavador”.


A Capela do Mucifal, começou a ser construída há 78 anos, como noticiava o “Jornal de Sintra”, em 1940:

“Em poucos dias, a edificação desta capelinha tem atingido grandes proporções, mercê do apoio do povo do Mucifal e dos amigos desta localidade, continuando a Comissão a empregar os seus melhores esforços para que ela esteja concluída dentro de poucos meses”.
No final da noticia o “J.S.” publicava uma relação de alguns subscritores:
"Alberto Totta, toda a cantaria;Esposa de Alberto Totta,ornamentação do altar; Francisco Pedro Caetano, 200$00;Joaquim Manuel dos Santos 200$00; David França Rilhas, 100$00; Mário Guimarães Leiria, 100$00; José Alexandre Silvestre Cosme, 100$00; José Veloso Salgado, 100$00; Raúl Pinheiro, 100$00 ; João Dias Coelho, 100$00; Hermegildo dos Santos Silva, 100$00."


A Capela de Nossa Senhora das Dores do Mucifal foi inaugurada em 1941.
Fotos:PedroMacieira

quinta-feira, março 29, 2018

Fábula do Rio das Maçãs

 Lourel, local da nascente do rio das Maçãs -foto na Quinta da Ribafria



Rio das Maçãs

Das maçana appelido então tomei
Que no mundo me faz tão conhecido
E hum caso aconteceo que vos direi
Quando corri furioso, e atrevido:
Porque tam longe as ondas penetrei
Neptuno se mostrou mais offendido,
Queixando-se que entrei mais Soberano
Que no seu Oceano outro Oceano.

E porque em popa vinha a Armada
A tomar em mim porto desejado
Mutiplicou penedos mil na entrada
Como tão poderoso apaixonado:
A maritima gente experimentada
Do mar quebrando em flor vento alterado
Arrendo as escotas de estibordo
Mandou virar da parte de bombordo

Neptuno por quem fazia mil estremos
Em mil negocios seus no tempo antigo
Dos quaes ambos depois nos esquecemos
Isto me faz então como inimigo:
E fez mais inda o damno que sabemos
Por estar encontrado assi comigo.
E porque sou a causa que me magoa
Que vos entope a barra de Lisboa

Mas que dirá o Tejo celebrado
A quem tanto poema lisongea
Foi nisto com Neptuno conjurado
Que um acarreta pedra, outro area:
Por inveja de eu ser tam estimado,
Traidor se mostra fero, e deshumano
Pella parte que tem Castelhano.


D.Francisco de Mello e Castro, Fábula do Rio das Maçãs ,sécXVII

quarta-feira, março 28, 2018

Horário de Primavera 2018



O novo horário de Primavera 2018 do eléctrico da Praia das Maçãs entrou em vigor no dia 26 de Março e está em funcionamento até 17 de  Junho.