sábado, março 31, 2018

Apanha do mexilhão na Sexta-feira Santa

Apanha de mexilhão, durante a Páscoa  é uma tradição familiar  que ainda continua  bastante viva  em toda a costa sintrense - embora obrigando a correr alguns riscos.
Esta festividade comemora-se na altura do Equinócio de Primavera, que provoca marés muito baixas. Este facto, associado à crença cristã de não se comer carne na Páscoa, acabou por criar a tradição de, na manhã de Sexta-feira Santa, da apanha do mexilhão. Na zona do Mindelo /Praia das Maçãs a apanha iniciou-se cedo na manhã de hoje, conforme as fotos testemunham

Fotos no Mindelo/Praia das Maçãs-30/03/2018 


sexta-feira, março 30, 2018

Capela de Nossa Senhora das Dores no Mucifal (reedição)

Primeira página do "Jornal de Sintra" de Janeiro1942
Mucifal situado na margem direita do rio das Maçãs,(ribeira de Colares), não tem no seu património monumentos que possibilitem grandes referências. A sua Capela, e seu Largo , são sem dúvida a sua maior referência, tendo ao lado o Mercado, obra recente mas com um bom enquadramento no local.

O Largo do Mucifal ,(Largo Nossa senhora das Dores), conhecido por forasteiros e da população dos seus arredores, pelas festas que aí se organizavam durante o Verão. O Largo   sofreu obras de embelezamento, que alteraram o seu aspecto tradicional, onde existe um busto de umas das figuras mais emblemáticas do Mucifal ,José Fernandes Badajoz o” Poeta Cavador”.


A Capela do Mucifal, começou a ser construída há 78 anos, como noticiava o “Jornal de Sintra”, em 1940:

“Em poucos dias, a edificação desta capelinha tem atingido grandes proporções, mercê do apoio do povo do Mucifal e dos amigos desta localidade, continuando a Comissão a empregar os seus melhores esforços para que ela esteja concluída dentro de poucos meses”.
No final da noticia o “J.S.” publicava uma relação de alguns subscritores:
"Alberto Totta, toda a cantaria;Esposa de Alberto Totta,ornamentação do altar; Francisco Pedro Caetano, 200$00;Joaquim Manuel dos Santos 200$00; David França Rilhas, 100$00; Mário Guimarães Leiria, 100$00; José Alexandre Silvestre Cosme, 100$00; José Veloso Salgado, 100$00; Raúl Pinheiro, 100$00 ; João Dias Coelho, 100$00; Hermegildo dos Santos Silva, 100$00."


A Capela de Nossa Senhora das Dores do Mucifal foi inaugurada em 1941.
Fotos:PedroMacieira

quinta-feira, março 29, 2018

Fábula do Rio das Maçãs

 Lourel, local da nascente do rio das Maçãs -foto na Quinta da Ribafria



Rio das Maçãs

Das maçana appelido então tomei
Que no mundo me faz tão conhecido
E hum caso aconteceo que vos direi
Quando corri furioso, e atrevido:
Porque tam longe as ondas penetrei
Neptuno se mostrou mais offendido,
Queixando-se que entrei mais Soberano
Que no seu Oceano outro Oceano.

E porque em popa vinha a Armada
A tomar em mim porto desejado
Mutiplicou penedos mil na entrada
Como tão poderoso apaixonado:
A maritima gente experimentada
Do mar quebrando em flor vento alterado
Arrendo as escotas de estibordo
Mandou virar da parte de bombordo

Neptuno por quem fazia mil estremos
Em mil negocios seus no tempo antigo
Dos quaes ambos depois nos esquecemos
Isto me faz então como inimigo:
E fez mais inda o damno que sabemos
Por estar encontrado assi comigo.
E porque sou a causa que me magoa
Que vos entope a barra de Lisboa

Mas que dirá o Tejo celebrado
A quem tanto poema lisongea
Foi nisto com Neptuno conjurado
Que um acarreta pedra, outro area:
Por inveja de eu ser tam estimado,
Traidor se mostra fero, e deshumano
Pella parte que tem Castelhano.


D.Francisco de Mello e Castro, Fábula do Rio das Maçãs ,sécXVII

quarta-feira, março 28, 2018

Horário de Primavera 2018



O novo horário de Primavera 2018 do eléctrico da Praia das Maçãs entrou em vigor no dia 26 de Março e está em funcionamento até 17 de  Junho.



terça-feira, março 27, 2018

Não havia necessidade...

Árvores de Sintra
Fotos em 26 de Março de 2018
Codiceira
Chilreira
Arneiro dos Marinheiros
Arneiro dos Marinheiros




domingo, março 25, 2018

Aviso à navegação II (com actualização)

O Centro Histórico de Sintra e os seus acessos vão estar condicionados  por alteração de sentido de trânsito a partir das 22h00 do dia 26 de Março.


Decidiu a CMS, implementar um conjunto de medidas que vai alterar os circuitos tradicionais de acesso à Vila Velha.

Nos últimos dias comerciantes  e alguns moradores reagiram contra as novas medidas de acesso à Vila Velha:
https://www.publico.pt/2018/03/23/local/noticia/comerciantes-e-moradores-tentam-travar-alteracoes-ao-transito-no-centro-historico-1807882

Também, foi interposta uma Providência cautelar, de forma  suspender estas alterações  nos circuitos de acesso à Vila Velha.


O período da Páscoa é sem dúvida um dos momentos mais caóticos nos acessos a Sintra e especialmente ao Centro Histórico e  visita aos Palácios da Vila,  da Pena, e ao Castelo dos Mouros – com visitantes espanhóis e de outras origens, e mesmo muitos  portugueses neste período Pascal - mas  foi  exactamente o momento decidido, pela autarquia, para arranque das medidas de alteração dos sentidos do trânsito.o que tem tudo para não correr bem.

No plano radical das mudanças, considera  CMS, existirem  parques periféricos  para estacionamento automóvel e transportes públicos para fazerem chegar os visitantes e não só, à Vila Velha. O mapa das alterações destribuído no site da CMS, é confuso, e será ainda mais  para quem seja visitante e não conheça Sintra.


O Eléctrico e a Av. Heliodoro Salgado 
Prometeu Fernando Seara, fazer chegar o eléctrico à Estação da CP, coisa que não aconteceu –anteriormente Edite Estrela, com a alteração para circuito “pedonal” na Av. Heliodoro Salgado –cortou Sintra ao meio, e como eucalipto, secou todo o comércio tradicional na zona nobre da Estefânia -também  no plano a implementar, não considerado qualquer alteração neste percurso.


O Eléctrico uma marca de Sintra, autêntico Museu vivo e dos únicos no Mundo com circuíto não urbano, transporte histórico centenário e ecológico, não é sequer considerado no novo plano.

Segundo a CMS: ” Nesta primeira fase, com início a 26 de Março (22h), serão apenas alterados alguns sentidos de circulação e limitado o acesso a alguns arruamentos. As alterações vão também permitir aumentar a atratividade dos parques de estacionamento dissuasores. “

Transporte individual alternativo, mas não para todos

Ver mais aqui:

Projecto inovador (reedição de um post de Dezembro de 2006)

Um Rebanho em Sintra 1898, autor, Alfredo Keil óleo sobre tela 24,8 x 36,8 cm Museu do Chiado Lisboa.
Como forma de celebrar os 25 anos do Parque Natural Sintra- Cascais, a editora Pedra da Lua, lançou na ultima quinta-feira, um livro que recolhe diversos depoimentos de pessoas com ligação à região, a que chamou “Parque para te quero-Guia sentimental”, os direitos da venda deste livro serão doados para um inovador projecto em Portugal, de rebanhos de cabras para limpeza das matas na serra de Sintra, que servirá tanto para reduzir o risco de incêndios, como para ajudar a controlar pragas vegetais.
Segundo o jornal “Público” de ontem, em artigo de Ricardo Garcia: “A ideia não é nova. Nos Estados Unidos algumas empresas já oferecem este serviço de pastoreio preventivo. Uma delas é a Goat R Us, criada em 1995 por um casal do município de Orinda, na Califórnia.”O Parque Natural de Sintra-Cascais, segundo a editora, Gabriela Fernandes, já disponibilizou um local para receber o rebanho de cabras.O “Público” adianta que,” O controlo será feito por pastores, com formação adequada, incluindo na área da zootecnia e da botânica. "


Imagens Goat R Us




-Saber mais sobre Alfredo Keil-pressionar

sábado, março 24, 2018

Porque hoje é Sábado...



Ao volante do Chevrolet pela estrada de Sintra

 Ao volante do Chevrolet pela estrada de Sintra,
Ao luar e ao sonho, na estrada deserta,
Sozinho guio, guio quase devagar, e um pouco
Me parece, ou me forço um pouco para que me pareça,
Que sigo por outra estrada, por outro sonho, por outro mundo,
Que sigo sem haver Lisboa deixada ou Sintra a que ir ter,
Que sigo, e que mais haverá em seguir senão não parar mas seguir?
 Vou passar a noite a Sintra por não poder passá-la em Lisboa,
 Mas, quando chegar a Sintra, terei pena de não ter ficado em Lisboa.
 Sempre esta inquietação sem propósito, sem nexo, sem consequência,
Sempre, sempre, sempre,
Esta angústia excessiva do espírito por coisa nenhuma,
Na estrada de Sintra, ou na estrada do sonho, ou na estrada da vida...
Maleável aos meus movimentos subconscientes do volante,
 Galga sob mim comigo o automóvel que me emprestaram.
 Sorrio do símbolo, ao pensar nele, e ao virar à direita.
 Em quantas coisas que me emprestaram guio como minhas!
 Quanto me emprestaram, ai de mim!, eu próprio sou!
À esquerda o casebre — sim, o casebre — à beira da estrada.
 À direita o campo aberto, com a lua ao longe.
O automóvel, que parecia há pouco dar-me liberdade,
É agora uma coisa onde estou fechado,
Que só posso conduzir se nele estiver fechado,
Que só domino se me incluir nele, se ele me incluir a mim.
À esquerda lá para trás o casebre modesto, mais que modesto.
A vida ali deve ser feliz, só porque não é a minha.
Se alguém me viu da janela do casebre, sonhará: Aquele é que é feliz.
 Talvez à criança espreitando pelos vidros da janela do andar que está em cima
 Fiquei (com o automóvel emprestado) como um sonho, uma fada real.
 Talvez à rapariga que olhou, ouvindo o motor, pela janela da cozinha
No pavimento térreo,
Sou qualquer coisa do príncipe de todo o coração de rapariga,
E ela me olhará de esguelha, pelos vidros, até à curva em que me perdi.
Deixarei sonhos atrás de mim, ou é o automóvel que os deixa?
Eu, guiador do automóvel emprestado, ou o automóvel emprestado que eu guio?
Na estrada de Sintra ao luar, na tristeza, ante os campos e a noite,
Guiando o Chevrolet emprestado desconsoladamente,
Perco-me na estrada futura, sumo-me na distância que alcanço,
E, num desejo terrível, súbito, violento, inconcebível, Acelero...
Mas o meu coração ficou no monte de pedras, de que me desviei ao vê-lo sem vê-lo,
À porta do casebre,
O meu coração vazio,
 O meu coração insatisfeito,
 O meu coração mais humano do que eu, mais exacto que a vida.
Na estrada de Sintra, perto da meia-noite, ao luar, ao volante,
 Na estrada de Sintra, que cansaço da própria imaginação,
Na estrada de Sintra, cada vez mais perto de Sintra,
Na estrada de Sintra, cada vez menos perto de mim...

 11-5-1928
Poesias de Alvaro de Campos -Fernando Pessoa.Lisboa Ática,1944

sexta-feira, março 23, 2018

Aviso à navegação


O Centro Histórico de Sintra e os seus acessos vão estar condicionados  por alteração de sentido de trânsito a partir das 22h00 do dia 26 de Março.

Foi decidido pela CMS, implementar um conjunto de medidas que vai alterar os circuitos tradicionais de acesso à Vila Velha.
O período da Páscoa é sem dúvida um dos momentos mais caóticos nos acessos a Sintra e especialmente ao Centro Histórico e  visita aos Palácios da Vila,  da Pena, e ao Castelo dos Mouros – com visitantes espanhóis e de outras origens inclusive, portugueses neste período Pascal, mas  é o momento decidido para arranque das medidas de alteração dos sentidos do trânsito.

No plano radical das mudanças, considera  CMS, a existência de parques periféricos e transportes públicos para fazer chegar os visitantes e não só à Vila Velha. O mapa das alterações destribuído no site da CMS, é confuso, e será ainda mais  para quem seja visitante e não conheça Sintra.


O Eléctrico e a Av. Heliodoro Salgado 
Prometeu Fernando Seara, fazer chegar o eléctrico à Estação da CP, coisa que não aconteceu –anteriormente Edite Estrela, com a alteração para circuito “pedonal” na Av. Heliodoro Salgado –cortou Sintra ao meio, e como eucalipto, secou todo o comércio tradicional na zona nobre da Estefânia -também  no plano a implementar, não considerado qualquer alteração neste percurso.


O Eléctrico uma marca de Sintra, autêntico Museu vivo e dos únicos no Mundo com circuíto não urbano, transporte histórico centenário e ecológico, não é sequer considerado no novo plano.

Segundo a CMS: ” Nesta primeira fase, com início a 26 de Março (22h), serão apenas alterados alguns sentidos de circulação e limitado o acesso a alguns arruamentos. As alterações vão também permitir aumentar a atratividade dos parques de estacionamento dissuasores. “

Transporte individual alternativo, mas não para todos

Ver mais aqui:

quarta-feira, março 21, 2018

Sobreiro Assobiador de Águas de Moura nomeado Árvore do ano de 2018!


Foto" Notícias ao minuto"


O vencedor do concurso europeu da árvore do ano de 2018 foi revelado esta quarta-feira, em Bruxelas, na presença de 200 participantes. O Sobreiro Assobiador de Águas de Moura, Portugal, ganhou com 26.606 votos, seguido pelos Ulmeiros ancestrais de Cabeza Buey (22.332 votos) e pelo 'Ancião das Florestas de Belgorod' (21.884 votos).

O Assobiador deve o nome ao som originado pelas inúmeras aves que pousam nos seus ramos. Plantado em 1783, este sobreiro já foi descortiçado mais de vinte vezes. Com 234 anos, o Assobiador está classificado como 'Árvore de Interesse Público' desde 1988

https://thetreeographer.com/2018/01/10/portugals-prize-cork-oak-the-whistler-tree/

Sintra e a Sobreira dos Fetos

A Sobreira dos Fetos, junto à Quinta do Relógio-foto de 02/07/2014

Sobre a Sobreira dos Fetos
A Sobreira dos Fetos, classificada como árvore de interesse público, por despacho publicado no Diário da República II Série de 28 de Novembro de 1996. Terá cerca de 350 anos. Encontra-se junto à Quinta do Relógio, em frente à Quinta da Regaleira, sendo uma das mais antigas árvores de Sintra..

Nada como recorrer a José Alfredo Azevedo, para conhecer melhor a Sobreira dos Fetos:

“Na parte exterior do gradeamento encontra-se uma sobreira secular, conhecida por Sobreira dos Fetos, vindo tal designação do facto de, em todas as suas trancadas, surgirem inúmeros fetos vulgares, que misturam as suas folhas com as da própria árvore, à sombra da qual vivem, sugando o húmus que encontram nas rugosidades da cortiça que a reveste.

O poeta inglês Roberto Southey, numa carta que escreveu a um amigo, disse: Há, então, aqui uma árvore, tão grande e tão velha que um pintor deveria vir de Inglaterra só para a ver. Os troncos e os ramos são cobertos de fetos, formando com a folhagem escura da árvore o mais pitoresco contraste. Isto passou-se no final do século XVIII. Note-se que, naquela data distante, a sobreira já era tão grande e tão velha!

Diz-se, também, que a rainha D. Amélia, que foi, incontestavelmente, uma apaixonada por Sintra, proferia muitas vezes esta frase: Vale mais a sobreira dos fetos do que Cascais e Estoris, tudo junto, pelo que os nossos vizinhos daquelas bandas, despeitados, lhe chamavam a cabra da serra.
Se isto não é verdade, pelo menos, tem muita graça.”

José Alfredo Azevedo "Velharias de Sintra"

Nota histórica das Azenhas do Mar

(Foto-montagem RiodasMaçãs)

Do Guia sentimental “ PARQUE PARAQUE TEQUERO”, editado pelo jornal "Público"para assinalar os 25 anos do Parque Natural Sintra-Cascais,-(interessante colectânea de depoimentos de personalidades da vida portuguesa que sentem uma ligação sentimental a Sintra), destaco desta vez um excerto do testemunho de Frederico Lúcio Valsassina Heitor, Director do Colégio Valsassina, e com casa na Praia das Maçãs:
«Lembro-me perfeitamente de ter ouvido com os meus avós a declaração de guerra, em 1 de Setembro de 1939 na quinta de Sintra, todos em volta de um aparelho de rádio pequenino.” E destaca o episódio dos aviões ingleses que se perderam por entre os céus brumosos de Sintra. Estava à janela de casa dos meus avós nas Azenhas do Mar quando ouvi o som do farol do cabo da Roca- chamávamos-lhe a “vaca” -, logo seguido por um barulho ensurdecedor que, do meio do céu anunciou uma fortaleza voadora. A “vaca” era o sinal de dias de bruma espessas no cabo mais ocidental da Europa;o barulho das aeronaves, a recordação da guerra que varria o coração do continente.»

Post relacionado: Edição de livro para assinalar os 25 anos do PNSC-pressionar

terça-feira, março 20, 2018

Sintra e os Poetas (Ingleses)


Lorde Byron , notável poeta inglês, chamou-lhe um “Eden Glorioso” (Glourious Eden) ,Southey, também distinto poeta inglês disse: “O mais abençoado lugar no mundo (the most blessed spot in the habitable globe)., já em 1859 quando da visita de um outro poeta inglês , o laureado Alfred Lord Tennyson , no seu diário de viagem descrevia as sua impressões sobre Sintra, “Á tarde viemos para aqui a viagem foi fria e a região é secca , amarellada e inteiramente desinteressante. Cintra deu-me á primeira vista uma decepção, e talvez continuasse a produzir o mesmo efeito, comquanto possa parecer muito agradável aos olhos meridionais, pelo contraste que os seus bosques de arvores de folha permanente formam com o aspecto crestado. Subi com Grove á Pena , um castello de aspecto mourisco no alto do monte.Andam a restaura-lo; tem portadas revestidas de azulejo, que me fazem lembrar as da edição illustrada das Mil e uma noites de Lane.”
(gravura publicada em Illustração portuguesa VI Volume 20 de Julho de 1908)

domingo, março 18, 2018

Postal de Cintra


PalacioPenapostal
 Postal sem data-Editor: Alberto Malva

No Guia do Viajante em Portugal e suas colónias em Africa".
Ed.Empresa Nacional de Navegação-1907:

“O Castello da Pena foi primitivamente um convento, da ordem de S.Jeronymo, fundado em 1503, por El-Rei D.Manuel, em memória do tempo em que alli passou esperando a frota de Vasco da Gama, no regresso da India.Era esse convento uma espécie de prisão, para onde eram mandados os frades d’aquella Ordem, quando comettiam faltas.De architectura godo-arabica, está construído em um dos mais elevados cabeços da serra.
Foi em 1841, que D.Fernando,avô do actual monarcha, mandou transformar o convento em palácio, reedificando uma parte do edificio que tinha sido attingida pelo terramoto de 1755.”

Nota para visitantes:
"Edificio da Pena-visita-se todos os dias e a toda a hora sem bilhete , só o parque e a egreja.Para vêr o palacio, é necessário um bilhete da Administração da Caza Real. Estando S.S.M.M. reinantes, que alli permanecem durante algum tempo da estação de verão , só é permitido vêr o parque. "

Conferências de Primavera no MASMO


sexta-feira, março 16, 2018

Postal de Galamares


Em Novembro de 2017 verificou-se o abatimento de piso e queda do muro de suporte na (EN) 247, em Galamares. Mais recentemente surgiu um placard, indicando que as Infraestruturas de Portugal, teriam assumido a obra...mas ontem às 23h00, a situação era  a que a foto apresenta - sem qualquer vestígio de começo de obra.

Postal de Colares

Costumes da Regiao de CollaresCintra.jpg
Em 1937 Colares vivia uma fase de grande desenvolvimento.Época em que a Adega Regional de Colares, com o Dr.Brandão de Vasconcelos e Alberto Totta na direcção, reflectia também os bons resultados da produção do vinho de Colares.

*Foto do arquivo Municipal de Sintra/Costumes da região de Collares

quarta-feira, março 14, 2018

A tempestade Gisele está por cá

Praia das Maçãs hoje às 13h00

O tempo tem vindo a piorar por causa da passagem da tempestade Gisele - antes e  em pouco tempo passaram por cá as tempestades Ana a Emma e o Félix. Hoje sentimos  bem os efeitos da Gisele, que deverá estar por cá até sexta-feira.

Praia das Maçãs/Mindelo hoje às 13h00

Actividades para as Férias da Páscoa no MASMO

Além da exposição permanente,"O livro da pedra" ICronos devorator, também a exposição temporária "Agricultores e Pastores da Idade Média . Testemunhos da região de Sintra".


terça-feira, março 13, 2018

A Primavera segundo MEC

Excertos de uma crónica de 12/03/2018, de Miguel Esteves Cardoso,no jornal Público: "Aqui na Primavera".

"A Primavera começa quando lhe apetece. Não quer saber das posições dos astros. Tem tanta força que os ventos nada podem contra ela. Apenas quer saber da chuva e do sol."

"As gaivotas praticam desporto nas ventanias. deixando-se ir de asas esticadas. boiando no ar, sem gastar uma única caloria, acumulando preguiças em vez de milhas.(...)"


"Já é Primavera para os melros desde Fevereiro. Não param quietos e não se importam de ser vistos. Não só perderam a vergonha, como agradecem as testemunhas: os grandes amores são para se verem.(...)"
Ver crónica integral:
https://www.publico.pt/2018/03/12/sociedade/cronica/aqui-na-primavera-1806257

*Fotos em Março 2018, na Praia Grande e no Mucifal

segunda-feira, março 12, 2018

Capela circular de Janas e o culto de Diana

Capela Circular de S.Mamede de Janas
Extracto de “VESTÍGIOS DO CULTO DE DIANA EM PORTUGAL” da autoria do Dr. Fernando Castelo-Branco (...)Em diversas cerimónias religiosas, ainda hoje praticadas no nosso país, se podem assinalar vestígios e sobrevivências desse culto pagão. Uma superficial e rápida pesquisa revelou-nos imediatamente a existência de várias festividades religiosas em que a influência desse antigo culto é manifesta, sendo evidente que devemos estar perante casos de cristianização de cultos pagãos, neste particular, do culto de Diana. (...)"



"Uma das mais curiosas dessas festividades e que melhor evidencia a sobrevivência do culto da deusa é a de S. Mamede de Janas. Trata-se duma romaria que se realiza na ermida de S. Mamede, na povoação de Janas, a cerca de 3,5 k. ao norte de Colares, nos dias 15 e 16 de Agosto de cada ano. Os lavradores da região, e mesmo das zonas mais afastadas, como por exemplo de Torres Vedras, aparecem aí nesses dias, acompanhados do seu gado – bois, burros e cavalos – e até de animais domésticos. Chegam em geral pela manhã, dão três voltas à igreja no sentido inverso ao dos ponteiros do relógio e vão depois descansar. Antigamente entravam mesmo dentro da igreja com o gado.
À tarde fazem o pagamento das promessas e recebem então as fitas coloridas com que enfeitam o gado e o ex-voto que vão colocar junto da imagem de S. Mamede.
Estes pormenores coincidem extraordinariamente com as características do culto de Diana. Esta deusa, filha de Júpiter, recebeu de seu pai, juntamente com Febo, o domínio das florestas e dos bosques:

«Phoebe, silvarumque potens Diana,
lucidum coeli decus,……………….

(Febo, e tu Diana, rainha das Florestas, glória brilhante do céu…)
Aparece-nos como uma divindade ligada às florestas, à caça e protectora dos animais . E uma inscrição de Sagunto refere-se a

DIANAE MAXIMAE
VACCAM OVEM ALBAM PORCAM
…………………ONS…………………
................
…………………………………………
pela qual se vê que protegia também os animais ligados com ávida agrícola. A principal festa em sua honra tinha lugar nos idos de Agosto, isto é, no dia 13.(,,,)"  

"Muito significativo é ainda o facto do culto de S. Mamede, em Janas, e com as actuais características, ser deveras antigo, podendo documentar-se a sua existência em épocas recuadas. Assim um trecho da obra de D. Francisco Manuel de Melo, datada de 1657, que ainda não vimos evocada até agora a este propósito, é concludente. Escreveu o grande polígrafo seiscentista: «Porem agora, que huma Corte tão luzida, como a da nossa Lisboa; a qual não há inveja a nenhuma Christandade, vos anda à roda sempre, como gado vacum, em torno da Ermida de S. Mamede, que podeis envejar que não seja vicio?»

Temos portanto que, em pleno século XVII, o culto a S. Mamede, em Janas, era deveras semelhante ao que ainda aí se pratica nos nossos dias. E mais ainda: um documento do século XV prova-nos que nessa época era S. Mamede o patrono dos gados, especialmente vacum, e que na capela de Janas os lavradores pagavam muitas promessas pela protecção dispensada por esse Santo aos seus animais: «no termo da dicta ujlla (de Sintra) há huua ermjda do orago de sam Mamede (…) a quall ermjda he de tanta deuoçom que uem asy a ella em Romajem muyta gente do termo da dicta ujilla como dos outros lugares e termos em os quaaes que per suas deuaçoees hofereçem ally seus gaados e mujtos delles em louuor de Deus e do dicto santo por seus gaados Receberem saúde qua… quer boy ou uaqua he em seu termo o oferecem… santo nesta maneira que Recebendo saúde o dicto boy ou uaqua que os dictos seus donos se syruam delles atee os ditos gaados não serem pêra serujr e depojs do dicto tempo os darem ao dicto santo». (...)"


janas2
Capela Circular de Janas

domingo, março 11, 2018

Comemoração do 13º Aniversário da Alagamares

Decorreu ontem na Escola Profissional Alda Brandão de Vasconcelos em Colares, o jantar comemorativo dos 13 anos da Alagamares -Associação Cultural, que reuniu uma grande número de amigos.
Momentos do jantar

sexta-feira, março 09, 2018

Alagamares -Associação Cultural, 13 anos depois.

Foto de um Colóquio/Debate em Defesa das Árvores de Sintra, organizado pela Alagamares, com um painel de especialistas. O painel do colóquio era constítuido pelo Arq. Gonçalves Teles, Engº Eugénio Sequeira, da Liga para a Protecção da Natureza, Dr.Rui Brandão, da Sociedade Portuguesa de Alergologia, EngºNuno oliveira, da Parques de Sintra-Monte da Lua, e Dr.Carlos Albuquerque, da Câmara Municipal de Sintra, em 28 de Abril de 2012, na Sociedade União Sintrense.

 A Alagamares -Associação Cultural que hoje comemora o seu 13º Aniversário


 " Projecto de carolas gisado em fins de tarde nos cafés de Galamares, Alagamares se lhe decidiu chamar, por ser esse o primitivo topónimo da aldeia onde a maioria dos fundadores morava e, porque tal como o mar alagava o rio das maçãs quando este era navegável, também assim se desejou, que como a água purificadora, o conhecimento e o desafio de alargar o espírito alagassem as mentes dos que connosco abraçaram este projecto. Fizemos colóquios e passeios, oficinas artísticas e debates, convívios e conferências. Não esquecemos valores locais, em carne e em pedra. Zelámos para que um chalé arruinado revisse portentoso a luz de Sintra e o seu cheiro inebriante. Demos a conhecer e aprendemos. E, apesar do mar revolto e dos pequenos adamastores, continuamos nessa senda, por vezes quixotesca, mas que por isso mesmo nos torna cidadãos mais reconciliados connosco próprios, caminhando na Estrada e não nas bermas, nesta terra com uma serra por sentinela, milenar guardiã e larvar berço de lendas e histórias, de mouros e cristãos, visionários e viajantes, aristocratas e feiticeiros, espantados com o sempre odorífico triunfo do verde e em presépio aninhando casas, palácios, fontes e miradouros, na pretérita lembrança do Cruges e Calisto Elói, de Garrett e Zé Alfredo, de Anjos Teixeira e M.S.Lourenço, da feiticeira Llansol e de Nunes Claro, ou mesmo até do Carvalho da Pena cavalgando na serra, druida da floresta e dos lagos.(...)"
 De um texto da Alagamares

O 128º Aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Colares



Eduardo Rodrigues da Costa - 1° Comandante da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Colares - Fundada a 9 de Março de 1890 - 128 anos de História

Elementos da história dos Bombeiros Voluntários de Colares
 
 Bomba  braçal Flaud (1891)
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A bomba Flaud doada aos B. V. de Colares pelo Comandante Eduardo Rodrigues da Costa em 1891

Bomba braçal Metz (1915)
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Bomba Metz, adquirida em 1915

Abril de 1915 "Sendo necessário ir ao Porto buscar a bomba braçal encomendada à firma Augusto Soares& Irmãos, foi resolvido enviar 5 homens ao Porto os quais, ao mesmo tempo representariam a Associação na cerimónia de inauguração do monumento a Guilherme Gomes  Fernandes."
In "Cem anos fazendo o bem" de António Caruna


Outubro 1921-"Registou-se um pavoroso incêndio no Royal Hotel Belle-Vue na Praia das Maçãs, ficando o edificío praticamente destruído.
(...)
Dali a pouco, apareceram os Bombeiros de Colares com a sua bomba braçal em aflita correria. O Com. José Maria de Oliveira conseguiu que o responsável pela estação dos eléctricos do Banzão,de apelido Garcia e pai de Renato Lobo Garcia - que durante muitos anos foi funcionário da Adega Regional de Colares e um esforçado dirigente dos Bombeiros Voluntários de Almoçageme -, a transportar a bomba e os bombeiros numa vagoneta atrelada ao eléctrico.
Com autorização e até convite do sr.Garcia, o eléctrico levou não só os bombeiros e o seu material como até os populares que ali se encontravam, incluindo o nosso Fernando Serôdio."
In "Cem anos a fazer o bem" de António Caruna
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Bomba braçal Metz